Quarta-feira, 2 de setembro de 2009, atualizada às 18h20

Anvisa coloca em discussão a proibição da câmaras de bronzeamento

Aline Furtado
Repórter
mulher na cama de bronzeamento
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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) abriu, nesta quarta-feira, dia 2 de setembro, consulta pública prevendo a proibição do uso estético de câmaras de bronzeamento artificial. Além disso, a proposta de proibição engloba o comércio, aluguel, doação e importação dos equipamentos.

A medida foi tomada devido à preocupação com os riscos à saúde daqueles que fazem o uso do método artificial de bronzeamento. Durante 30 dias, profissionais de saúde, usuários, população em geral e representantes do segmento industrial vão poder opinar sobre o assunto. A medida não se aplica aos equipamentos com emissão de radiação ultravioleta destinados a terapias médicas para doenças como psoríase e vitiligo.

Para a dermatologista Vânia Piccinini, a decisão da Anvisa é muito positiva. "Moramos em um país tropical, onde temos sol praticamente durante todo o ano. Não há necessidade de se recorrer ao bronzeamento artificial." Ela explica que já foi confirmado que a quantidade de radiação ultravioleta emitida em uma sessão nas câmaras de bronzeamento corresponde à exposição de meia hora ao sol de meio-dia.

"O câncer de pele é o tipo mais registrado em todo o Brasil. A maioria dos casos está associada à exposição excessiva aos raios ultravioletas. Por isso, é importante que as pessoas estejam atentas a este problema e ao fato de que o sol em excesso pode acarretar rugas, manchas e outras doenças."

De acordo com dados da Anvisa, estima-se que em 2008 tenham ocorrido aproximadamente 126 mil casos de câncer de pele no país, o que demandou investimentos da ordem de R$ 24 milhões do Ministério da Saúde para assegurar o tratamento dos pacientes pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

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