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    Terça-feira, 17 de novembro de 2009, atualizada às 19h

    Prefeitura fiscaliza estabelecimentos que usam câmaras de bronzeamento

    Pablo Cordeiro
    *Colaboração

    A Prefeitura de Juiz de Fora (PJF) iniciou levantamento para identificar e notificar os estabelecimentos que utilizam as câmaras de bronzeamento com a finalidade estética. Desde o dia 9 de novembro, está proibido o uso, conforme a resolução RDC 56/09 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Segundo o subsecretário de Vigilância em Saúde, Ivander Vieira, a primeira medida é notificar e, caso haja insistência, multas de R$ 900 até R$ 900 mil podem ser aplicadas.

    "Este é um processo de recadastramento das clínicas médicas, cabeleireiros e clínicas de estética que utilizam as câmaras de ultravioleta", explica Vieira. Mesmo sem dados parciais do trabalho, Vieira revela que a estimativa de clínicas em funcionamento seja de cinco e que, a partir de denúncia anônima, foi descoberta uma pessoa que produziu de modo caseiro uma câmara de bronzeamento.

    A proprietária de uma clínica, que não quis se identificar, conta que está desmontando as quatro câmaras de bronzeamento. Ela afirma que existem alternativas que não ferem as exigências da Anvisa. "O bronzeamento a jato e o químico são dermatologicamente aceitos. Neles, a pessoa é jateada com a loção tonalizante por um período de 1h e, após 6h e 8h, já é possível notar a diferença na tonalidade da pele."

    Ela comenta que a sua clientela, formada por cinco mil pessoas entre sazonais e fixas, já está migrando para estas técnicas. "Em comparação com o bronzeamento nas câmaras, as diferenças é a durabilidade. A pessoa necessita retornar mais vezes para manter a cor, que some rapidamente." Ivander declara que outros tipos de bronzeamento, como a jato e químico, são permitidos pela Anvisa e, portanto, legais. Porém, a presença de um responsável técnico da área de estética deve acompanhar o procedimento para evitar danos à saúde.

    A analista de marketing de uma empresa de informática, Larissa Schuery, conta que já fez dois bronzeamentos artificiais em duas clínicas com as câmaras de bronzeamento. Em relação a queimaduras ou desconforto, ela ressalta que não aconteceram, no entanto, quanto ao amadorismo e à falta de informação, as irregularidades são evidentes. "Optei por pacotes de mais sessões, divididas em dias da semana. O que chamou a atenção em uma das clínicas é que não existe um controle em relação a estas sessões. A pessoa pode fazer várias em um período de uma hora que ninguém a impede ou a informa sobre possíveis perigos." Larissa também menciona a ausência de dermatologistas ou profissionais estéticos nos estabelecimentos.

    Larissa comenta que já utilizou um produto caseiro para se bronzear. Viera ressalta que este tipo de iniciativa deve ser precedido por orientação médica. "Produtos fitoterápicos, derivados de produtos naturais, não têm a necessidade de registro pela Anvisa, mas podem causar uma série de efeitos colaterais", define Vieira.

    Prevenção

    A proibição foi motivada pelos resultados de uma pesquisa realizada pela Agência Internacional para Pesquisa sobre Câncer (IARC), ligada à Organização Mundial da Saúde (OMS), que descobriu novos indícios cancerígenos provocados pelas câmaras de bronzeamento. Além disso, a Anvisa constatou falta de manutenção e irregularidades em diversas clínicas.

    O estudo indica que o bronzeamento artificial aumenta em 75% o risco do desenvolvimento de melanoma em pessoas que se submetem ao procedimento até os 35 anos. A medida não se aplica aos equipamentos com emissão de radiação ultravioleta destinados a tratamento médico ou odontológico.

    Em Juiz de Fora, segundo levantamento do Departamento de Vigilância Epidemiológica e Ambiental (DVEA), em 2009, entre janeiro e novembro, dos 447 óbitos por neoplasia, cinco foram devido ao câncer de pele. De acordo com Mattos, o bronzeamento artificial, além de câncer de pele, pode provocar queimaduras, intoxicação, alergia e, em casos mais graves, o óbito.

     

    *Pablo Cordeiro é estudante do 9º período de Comunicação Social da UFJF

    Os textos são revisados por Madalena Fernandes

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