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    Sexta-feira, 20 de novembro de 2009, atualizada às 13h30

    JF é a segunda cidade do Estado com maior número de casos em tratamento contra a tuberculose

    Pablo Cordeiro
    *Colaboração

    Em auditoria nesta sexta-feira, 20 de novembro, entre representantes do Ministério da Saúde e da Secretaria do Estado de Saúde de Minas Gerais, foi constatado que Juiz de Fora é a segunda cidade no Estado com o maior número de casos em tratamento contra a tuberculose. A primeira é Belo Horizonte. Segundo o secretário de Vigilância em Saúde, Ivander Vieira, a cidade reconhece a doença, faz o diagnóstico e encaminha para o tratamento. "O trabalho que realizamos foi elogiado e o exemplo deve ser levado ao Ministério."

    No município, existem três unidades do Sistema Único de Saúde (SUS) que são referência para o tratamento da tuberculose: o Serviço de Pneumologia da Prefeitura (rua Espírito Santo, 1.023, Centro), o Hospital Universitário (HU) e o Hospital João Penido. O tratamento é descentralizado, ou seja, qualquer estabelecimento de saúde, como as Unidades Básicas de Saúde (UBS) ou hospitais, estão capacitados para o tratamento. 

    Segundo a enfermeira e referência técnica municipal do programa de Controle da Tuberculose, Mércia Ramos, problemas sintomáticos respiratórios atingem anualmente 1% dos juizforanos, cerca de 5.200 pessoas. Deste montante, aproximadamente 4%, cerca de 200 pessoas, possuem tuberculose pulmonar. "A tuberculose pulmonar é a única que preocupa a saúde pública, já que, apenas ela, é transmitida entre as pessoas. Pela tosse, uma pessoa com a doença pode contaminar 15 pessoas por ano. A tuberculose extra pulmonar, como nos olhos e rins, não traz preocupação desta natureza, pois não é transmitida."

    De acordo com dados do Departamento de Vigilância Epidemiológica, em 2006, foram 282 novos casos notificados e tratados de tuberculose pulmonar em residentes na cidade. Em 2007, o número caiu para 223. Em 2008, foram 236 casos e até agosto deste ano houve 132 ocorrências. Os sintomas são claros e se a doença não for diagnosticada a tempo, pode causar o óbito do paciente. "Tosse por duas semanas, emagrecimento e febre à tarde são indícios de tuberculose pulmonar. Nas pessoas com resistência mais baixa, a facilidade de contágio da bactéria aumenta", salienta Mércia.

    O tratamento é totalmente gratuito e dura inicialmente seis meses. "Para qualquer suspeita da doença, a pessoa deve procurar a UBS mais próxima ou centro de saúde na região. Estes locais possuem remédios em estoque para o tratamento da tuberculose pulmonar."

    *Pablo Cordeiro é estudante do 9º período de Comunicação Social da UFJF

    Os textos são revisados por Madalena Fernandes

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