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    Energético em excesso pode trazer prejuízo ao organismoConsumida em excesso, bebida pode provocar aumento de peso, irritação, problemas gástricos, tontura e aceleração dos batimentos cardíacos

    Daniele Gruppi
    Subeditora
    20/4/2010

    Seja para encarar uma balada ou para aumentar o rendimento nos estudos ou nas atividades físicas, o energético ganha cada vez mais popularidade entre os jovens. Entretanto, o consumo exagerado pode trazer prejuízos ao organismo. Segundo a nutróloga Alice Amaral, em excesso, a bebida pode levar a problemas gástricos, taquicardia, tonturas, insônia, alterações no fígado, enxaqueca e alteração da pressão arterial.

    O energético é composto por cafeína, açúcar e vitaminas do complexo B, dentre outros ingredientes. De acordo com a nutricionista Fabiana Guettes, a cafeína, por ser um estimulante ativo no sistema nervoso, atua na liberação da adrenalina, fazendo a pessoa ficar mais agitada e, em alguns casos, mais estressada e irritada.

    Devido à quantidade de açúcar, Fabiana diz que se trata de uma bebida muito calórica. "Uma lata tem mais de 100 calorias. Queimá-las em uma caminhada, por exemplo, pode demorar 45 minutos.” A nutricionista destaca que as vitaminas presentes no líquido atuam diretamente no estímulo metabólico e no consumo de energia. “A bebida deve ser aliada a uma alimentação equilibrada e à prática de exercícios.”

    Alice Amaral explica que não há uma quantidade específica indicada para o consumo, pois isso depende de cada organismo. “A ingestão diária não é recomendada, principalmente porque a pessoa pode substituir a ingestão de água e sucos naturais pelo energético. Mas ingeri-los uma ou duas vezes na semana não faz mal.” Porém, ela destaca que a bebida vicia, já que é um estimulante químico.

    A nutróloga não aconselha a ingerir o energético em jejum. “A absorção das substâncias pelo organismo pode comprometer as funções do estômago e de todo aparelho digestivo. Os efeitos no organismo também podem ser potencializados." Com relação à ingestão de bebidas energéticas pelas crianças e pelos adolescentes, Alice também não recomenda.

    Combinação com bebida alcoólica

    A nutróloga alerta para a combinação com as bebidas alcoólicas. Ela afirma que o energético mascara o gosto do álcool. Dessa forma, as pessoas ingerem maior quantidade da mistura, sentido uma falsa sensação de bem-estar. “Muitas vezes, elas podem tomar decisões que podem colocar a vida delas e a dos outros em perigo, como achar que estão aptas a dirigir.”

    Além disso, a combinação pode provocar o aumento da adrenalina, palpitações, suor e, dependendo da quantidade ingerida, levar à desidratação, já que as duas são diuréticas. A interação medicamentosa também é prejudicial, pois o mesmo pode exacerbar, mascarar ou inibir o efeito da medicação em uso.

    Exercícios físicos

    Os energéticos têm sido consumidos pelos atletas. No entanto, ao contrário do que muitos pensam, não funcionam como isotônico, ou seja, não repõem água e sais minerais. Segundo Alice, o rendimento de qualquer pessoa aumenta depois da ingestão da bebida, só que o uso não é aconselhável e pode até ser considerado doping, quando usado em excesso. “O fato de acelerar os batimentos cardíacos, através da ação de seus componentes, faz o hábito de usar a bebida energética ser prejudicial e perigoso. É necessário que haja moderação no consumo, para que mais tarde não ocorram prejuízos à saúde.”

    * Colaborou Pablo Cordeiro, estudante do 10º período de Comunicação Social da UFJF
    Os textos são revisados por Madalena Fernandes

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