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    Casos de cálculo renal podem subir 80% nos meses mais quentesAumento está ligado à perda de líquido, que acontece por meio da transpiração. Os principais sintomas são cólicas e urina de cor escura

    *Eliza Granadeiro
    Colaboração**
    21/12/2010
    Foto de pessoa segurando copo de agua

    Conforme os meses mais quentes do ano vão se aproximando, aumentam-se os casos de cálculo renal, conhecido como pedras nos rins. A razão é a maior perda de líquido, ocasionada pelas temperaturas elevadas.

    Em Juiz de Fora, o setor de urgência de um hospital particular registrou 236 atendimentos entre novembro de 2009 e fevereiro de 2010, enquanto entre maio e agosto foram 131. O aumento de casos nos meses mais quentes é de 80%. De acordo com a enfermeira chefe do setor de emergência do hospital, Mariane Rocha, só em novembro de 2010, quando as temperaturas já começaram a subir em Juiz de Fora, foram 67 pacientes com pedras nos rins, atendidos na emergência.

    Segundo o primeiro-secretário da Sociedade Brasileira de Nefrologia, Rodrigo Bueno de Oliveira, a literatura sobre o assunto dá conta de que em países de clima mais quente, que sofrem maior insolação, a grande incidência de cálculos renais é verificada. "Sabemos que nos meses mais quentes, há mais propensão a se desidratar. Com a desidratação, a urina fica mais concentrada, o que é uma predisposição à formação do cálculo."

    De acordo com o nefrologista Sebastião Ferreira, nos meses mais quentes, a perda de líquido pela transpiração ajuda a desenvolver o cálculo em pessoas que possuem alguma tendência genética para a doença. Em casos gerais, a precaução mais indicada é beber uma maior quantidade de água no verão. "Cada caso é único, mas tomar bastante líquido ajuda a prevenir a doença", afirma Ferreira. "Com um bom tratamento por meio de um estudo metabólico, é possível detectar até mesmo o que causou o cálculo no paciente."

    Oliveira afirma que a ingestão de líquidos, principalmente de água, deve ser em quantidade suficiente para que a pessoa urine mais de dois litros por dia. Dessa forma, o indicado é beber, pelo menos, dois litros e meio de água a cada dia. "A quantidade precisa ser ainda maior para pessoas que ficam mais tempo expostas ao sol", alerta. Além da precaução com os líquidos, Oliveira explica que há dietas que devem ser seguidas para prevenir a formação de cálculos renais. Os alimentos proibidos e recomendados variam conforme o tipo de cálculo de cada pessoa. "De forma geral, as recomendações básicas são que o consumo de proteínas de origem animal não seja excessivo e que o consumo de sal de cozinha não exceda seis gramas por dia."

    Cólicas são principais sintomas
    Ferreira explica que o cálculo renal pode ser entendido como um aglomerado de pequenas partículas que parecem areia nos rins. A doença provoca grande dor, infecção e a necessidade de um acompanhamento médico, para que as pedras não voltem. O tratamento ocorre em duas etapas. "Na fase crítica de uma crise, o paciente é atendido pela emergência para sanar a dor. Depois, há a necessidade de um tratamento mais detalhado." Entre os sintomas, a cólica é a mais evidente. "Ela começa na região lombar e depois é irradiada para a área do abdômen. A urina pode apresentar uma coloração mais escura também", afirma o nefrologista.
    Prevenção
    Algumas medidas simples podem prevenir o aparecimento de doenças renais:
    • Controlar a dieta: evitar o excesso de sal, carne vermelha e gorduras;
    • Evitar excesso de peso;
    • Fazer exercícios regularmente;
    • Não fumar;
    • Controlar a pressão arterial e o diabetes;
    • Fazer uso adequado de medicamentos;
    • Evitar remédios que agridam os rins;
    • Verificar periodicamente os níveis de proteinúria e dosagem de creatinina no sangue por meio de exames;
    • Consultar regularmente seu clínico e nefrologista.

    Fonte: Sociedade Brasileira de Nefrologia

    *Eliza Granadeiro é estudante do 6° período de Comunicação Social da UFJF

    **Colaborou Clecius Campos

    Os textos são revisados por Thaísa Hoskem

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