Terça-feira, 21 de junho de 2011, atualizada às 18h

Departamento de Saúde do Trabalhador de Juiz de Fora está sem psiquiatra há dois anos e meio

Jorge Júnior
Repórter
audiencia

Há dois anos e meio, o Departamento de Saúde do Trabalhador de Juiz de Fora (DSAT) não conta com um atendimento especializado em psiquiatria. "O DSAT precisa de um acompanhamento. Os profissionais estão trabalhando doentes, é um absurdo," contesta o agente comunitário do bairro Linhares, Renato Rodrigues, em audiência pública realizada nesta terça-feira, 21 de junho, na Câmara Municipal de Juiz de Fora. De acordo com o vereador responsável pelo debate, Roberto Cupolillo ( Betão-PT), a situação do DSAT está precária.

"O trabalhador precisa encontrar no DSAT um atendimento especial. Já tem muito tempo que não temos nem psiquiatra", diz o membro do Sindicato dos Professores Municipais (Sinpro/JF), Gerson José Nogueira. O professor também aponta que o prédio do departamento está precisando de uma reforma urgente. "O prédio está jogado a traças", diz.

A necessidade de um psiquiatra é explicada pelo diretor do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sinserpu), Amarildo Romanazzi: "a maioria das reclamações dos trabalhadores públicos é de assédio moral e pressão psicológica, por isso precisamos de um atendimento especializado."

Sobre a falta de infraestrutura do local, o presidente do Sinserpu, Cosme Nogueira, diz que desde a administração do ex-prefeito Alberto Bejani nada é feito. "Desde 2005 que o setor está sucateado. É inadmissível aceitar a atual situação do DSAT."

Psiquiatra deve voltar em 15 dias

De acordo com o subsecretário de Vigilância em Saúde da Prefeitura Municipal de Juiz de Fora, Ivander Mattos Vieira, existia uma psicóloga no DSAT, que se afastou do cargo, após licença-maternidade. Logo após esse período houve mais uma funcionária no setor, que saiu em 2009. "Desde essa época o departamento está sem uma psicóloga." Para solucionar a carência, o subsecretário afirmou que, em uma semana, ou no máximo 15 dias, a profissional Andreia Miranda, vai voltar a atender no DSAT.

Licitação para reforma do prédio deve começar em 40 dias

Vieira diz, ainda, que as obras no prédio estão paradas, porque a empresa contratada não realizou o serviço adequadamente. "O local passa por perícia e após a sindicância, em aproximadamente 40 dias, vamos abrir o processo licitatório para retornamos com os serviços." A expectativa, segundo o subsecretário, é que o serviço seja concluído em um ano. "Vai ser uma reestruturação total do prédio. Equipamentos e 27 computadores já foram comprados. Agora estamos em um processo de licitação para a reestruturação do auditório e a compra de livros, TVs de LCD, receptor digital e uma rede de internet."

Os textos são revisados por Thaísa Hosken

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