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    Depressão pós-férias pode ser sinal de insatisfação com o trabalho

    Da redação
    10/9/2019

    Férias é um período de descanso e, para muitos, de desligar da rotina escolar ou profissional. Portanto, não seria contraditório pensar que a volta das férias é marcada por sintomas que caracterizam a depressão pós-férias?

    De acordo com o médico especialista em comportamento humano, Carlos Antônio de Souza Lima, entre 20% e 25% da população sofre da doença. "É preciso diferenciar a depressão pós-férias da melancolia sentida por uma parcela ainda maior de pessoas."

    Segundo o especialista, a melancolia seria uma espécie de tristeza que vem quando o sujeito passa a pensar que a rotina estará de volta. "Muitas pessoas queixam-se da noite de domingo, relatando, inclusive, que ouvir a vinheta do Fantástico traz incômodos e desânimo." Já a depressão pós-férias, considerado um mal contemporâneo, é quando o quadro de melancolia evolui, permanecendo entre duas e três semanas, com sintomas, inclusive.

      "Este tipo de depressão ocorre após um quadro de estresse. Aliás, é uma depressão por estresse e não orgânica, decorrente, na grande maioria dos casos, de um grau de satisfação baixo no trabalho, não devendo ser tratada com medicamentos." Entre os sintomas de quem sofre com o problema estão a irritabilidade, alterações no sono, prostração, desânimo, entre outros.

      Para quem trabalha com um colega que sofre de depressão pós-férias, o principal indício é o isolamento. "Quem tem esse problema não aceita brincadeiras, não interage e costuma reclamar de tudo. Caso as pessoas perguntem sobre as férias, o doente costuma não se entusiasmar." De acordo com Lima, o uso de conjunções adversativas, como o "mas", é muito característico de indivíduos que sofrem de depressão.

      Como minimizar os efeitos?

      Uma forma de minimizar os efeitos negativos da volta às férias é dar início à preparação para o retorno com dois dias de antecedência. "Se o trabalhador está na cidade onde trabalha, uma dica simples é começar a usar roupas menos leves, que possam ser mais parecidas com as roupas usadas para o trabalho. Isso ajuda no processo de adaptação."

      Além disso, é possível oferecer pequenos mimos, os quais podem ter focos internos ou externos, aliviando o estado de estresse. "São meios de compensar. No caso do foco interno, trata-se de desenvolver hobbies, que ofereçam, a quem faz, prazer e satisfação. É doar um pouco de si a um trabalho voluntário, por exemplo. Já as ações com foco externo são atitudes de aprendizagem, como meditação, yoga, ginástica, entre outras."

      Armadilha

      O médico destaca que, para ele, a máxima de que a pessoa deve fazer aquilo de que gosta pode ser considerada uma armadilha. "O que se deve fazer é aprender a gostar do que se faz, o que é um desafio. Se um sujeito faz aquilo de que gosta, ainda que existam coisas que lhe desagradem, é normal que tais problemas não o afete. Por isso, o interessante é que o profissional deve descobrir coisas das quais gosta dentro daquilo que faz."

      Cinco passos para lidar com o estresse

      Lima dá dicas para que as pessoas aprendam a lidar com o estresse do dia a dia. O primeiro deles é listar os compromissos, desde coisas mais sérias até ações como escolha da roupa a ser usada, preparo do café da manhã, entre outras. O segundo passo é deletar. "Diante da lista de compromissos, a pessoa deve excluir aquilo que não é motivo para tanta preocupação." O terceiro passo na receita para lidar com o estresse é delegar.

      "Se há como não concentrar todas as tarefas em si ou há preocupação com ações que são, geralmente, desenvolvidas por outras pessoas, mas motivo de preocupação para você, basta abstrair." Em seguida, priorize, entre os compromissos listados, aquilo que é realmente importante. Por fim, faça. "Isso torna a carga mais leve e suave."

      Os textos são revisados por Mariana Benicá

      A matéria foi escrita em 2012, pela jornalista Aline Furtado

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