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    JF é a terceira cidade de MG em número de pacientes com a doença falciforme

    Cerca de 600 pessoas são identificadas com a enfermidade no município. Doença é alteração genética caracterizada pela aceleração da molécula da hemoglobina

    Jorge Júnior
    Repórter
    20/3/2012
    falciforme

    O município de Juiz de Fora possui cerca de 600 pessoas identificadas com a doença falciforme. De acordo com a presidente da Associação dos Portadores da Doença Falciforme, Maria da Penha da Silva, a cidade ocupa o terceiro lugar em Minas Gerais em número de casos identificados.

    Diante deste cenário, Maria da Penha destaca que a cidade sofre com a qualidade do tratamento. "Faltam profissionais de saúde especializados na doença. Atualmente, quando um paciente procura atendimento em uma Unidade de Atenção Primária à Saúde (Uaps) ele é direcionado ao Hemocentro Regional da cidade", afirma.

    Além disso, segundo a presidente, existem relatos de pacientes com dor que, quando chegam para serem atendidos em algum hospitais públicos da cidade, os médicos dizem desconhecer a doença. Com isso, apenas o Hemocentro presta o serviço, dificultando o tratamento das pessoas que têm a enfermidade. "No Sistema Único de Saúde (SUS), o agendamento é muito difícil. Os doentes ficam em uma situação muito complicada, porque um tratamento que poderia ser ambulatorial em um dia, no outro pode demandar internação", completa.

    A doença
    Segundo a hematologista Daniela Werneck Rodrigues, a enfermidade é uma alteração genética caracterizada pela aceleração da molécula da hemoglobina. "É uma alteração da genética, que provoca a distorção dos eritrócitos, fazendo-os tomar a forma de foice (daí o nome Falciforme), em ambiente de baixa oxigenação, dificultando sua circulação e provocando obstrução vascular."

    A forma mais frequente da doença, e também a mais grave, é a homozigótica, que é denominada anemia falciforme ou Frepanocitose (Hb SS) e ocorre quando a criança herda de ambos os pais o gene S. Essa condição é mais comum em pessoas negras, mas pode ser observada também em indivíduos de raça branca ou parda.

    A anemia falciforme pode manifestar-se de forma diferente em cada indivíduo. Uns com mais e outros com menor intensidade. "Geralmente os sinais aparecem na segunda metade do primeiro ano de vida da criança. Entre eles estão: dor nos ossos e nas articulações, podendo afetar qualquer parte do corpo." Essas crises têm uma duração variável e podem ocorrer várias vezes ao ano. "Os sintomas mais comuns são palidez, icterícia (olhos amarelados), dores pelo corpo, infecções e febres, anemia, síndrome mão-pé (causando inchação, dor e vermelhidão no local) e acidente vascular cerebral", diz.

    Diagnóstico

    A especialista orienta que "o diagnóstico pode ser feito por meio do teste do pezinho, no quinto dia de vida do bebê. O ideal é que os pais façam o exame o mais rápido possível". Quando descoberta a doença falciforme, o bebê deve ter acompanhamento médico por toda a vida, para tratar adequadamente as crises. "Deve-se manter o controle com o médico, de três em três meses", afirma.

    Cuidados
    • Alimentação rica em saladas cruas, doces e proteína;
    • Beber muita água;
    • Quando o tempo esfriar, manter–se agasalhado;
    • Evitar ficar muito tempo na praia;
    • Deve–se ir, regularmente, ao dentista. Em crianças, fazer fluoretização nos dentes pelo menos uma vez por ano.

    "Além disso, os portadores da doença devem receber vacinas para se protegerem contra infecções." O contato no Hemocentro de Juiz de Fora pode ser feito pelo telefone (32) 3257-3126.

    Os texto são revisados por Mariana Benicá

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