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    Hemominas estuda a criação de postos de coleta em Ubá e em Barbacena

    Proposta é uma estratégia diante do crescimento das transfusões. Em 2011, procura por hemocomponentes cresceu 8,32%

    Thiago Stephan
    Repórter
    23/3/2012
    Doação de Sangue

    A demanda por sangue em Juiz de Fora e região vem crescendo a cada ano. Dados do Hemocentro Regional de Juiz de Fora apontam que, em 2010, a instituição forneceu hemocomponentes para 44 mil transfusões. No ano seguinte, foram 47.663, o que representa alta de 8,32%. Mesmo 2011 registrando número de recorde de doadores, a instituição mobiliza-se para conseguir acompanhar a demanda crescente. Entre as principais estratégias está a instalação de Postos Avançados de Coleta Externa (Pace) em duas das principais cidades da região, Ubá e Barbacena, a exemplo do que que já ocorre em Muriaé.

    Segundo o gerente técnico do Hemocentro Regional de Juiz de Fora, Sebastião Avelar, os dois novos Paces ainda não têm previsão para início das atividades, mas ele acredita que ocorra em curto espaço de tempo. "Estamos desenvolvendo o projeto para a instalação de postos de coleta em Ubá e em Barbacena, o que vai ajudar bastante a nossa captação. Estamos realizando um estudo com muito carinho, mas depende também da participação dos municípios. Está em fase embrionária. Já fizemos alguns contatos com as secretarias de saúde das duas cidades e conversamos com a nossa administração. É um processo demorado, por meio de um esforço conjunto. Mas acredito que em um curto espaço de tempo os postos estejam funcionando", afirma, destacando ainda que outra proposta é realizar semanalmente a coleta de sangue em Muriaé, o que, atualmente, ocorre a cada 15 dias. "Nossa capacidade instalada ainda não está atingindo a demanda daquela região", expôs.

    Para Avelar, a ampliação da estrutura da saúde pública e privada na região é a principal causa do crescimento das transfusões. "Alguns hospitais ampliaram os seus serviços, principalmente em Muriaé, um polo que oferece serviços de alta complexidade. A Fundação Cristiano Varela tem crescido muito nos serviços de oncologia, prestando atendimento a toda aquela região, inclusive cidades do estado do Rio de Janeiro. Em Juiz de Fora, houve crescimento no número de cirurgias cardíacas nas redes pública e privada. Além disso, tem o crescimento vegetativo da população", revela.

    Acima da média, mas abaixo do ideal

    De acordo com Ana Elisa Alvim, do setor de capacitação do Hemocentro Regional de Juiz de Fora, a Organização Mundial de Saúde (OMS) avalia a situação como ideal quando de 3% a 5% da população doa sangue. No Brasil, dados do Ministério da Saúde apontam que 1,8% da população é doadora. "Em Juiz de Fora e região, o número de doadores chega a 2,7%. Estamos melhor que a média nacional, mas abaixo na meta da OMS. Trabalhamos para alcançar os 5%. Então, estamos na metade do caminho."

    Como doar sangue?

    Podem doar sangue pessoas com idades entre 16 e 60 anos. Indivíduos com menos de 16 anos e acima dos 60 também têm essa possibilidade, mas em condições especiais. Para doar, basta comparecer ao Hemocentro Regional de Juiz de Fora, situado na rua Barão de Cataguases, sem número, com documento oficial de identidade que tenha foto. Os candidatos à doação devem gozar de condições plenas de saúde. Se apresentar algum sintoma de doença, deverá aguardar a melhora para depois procurar a unidade. Clique aqui para informações sobre as condições para a doação de sangue.

    Os textos são revisados por Mariana Benicá

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