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    Juiz-foranos participam do Dia de Conscientização em Saúde da População Negra

    Profissionais estiveram presentes realizando ações de conscientização sobre as doenças que afetam a população negra

    Edwards Junior
    *Colaboração
    ph

    Cerca de 500 pessoas participaram do Dia de Conscientização em Saúde da População Negra, que ocorreu no Parque Halfeld, na manhã desta sexta-feira, 23 de novembro. O evento foi promovido pela Associação dos Portadores de Anemia Falciforme e do Traço Falcêmico de Juiz de Fora e Região (Apaftf), juntamente com o Sindicato dos Trabalhadores das Instituições Federais de Ensino (Sintufejuf). O evento teve início por volta das 8h30 e faz parte do calendário comemorativo pelo Dia da Consciência Negra, celebrado no dia 20 de novembro.

    Integrantes da Apaftf e profissionais da área de saúde estiveram presentes realizando ações de conscientização sobre as doenças que afetam a população negra com mais frequência, como a anemia falciforme, hipertensão arterial e diabetes. Os presentes puderam tirar dúvidas e receberam dicas de cuidados com a saúde, além de contar com ações gratuitas, como aferição de pressão e glicemia e massagem terapêutica.

    Segundo o coordenador de saúde do Sintufejuf, Ronaldo Dias da Silva, "apesar dessas doenças afetarem com mais frequência à população negra, estamos atendendo o público em geral, trabalhando com a conscientização e prevenção desses males."

    Anemia falciforme

    Um dos principais pontos abordados no evento foi a conscientização em relação à anemia falciforme, doença genética e hereditária, que afeta cerca de 600 pessoas em Juiz de Fora. A presidente da Apaftf, Maria da Penha, afirma que "apesar do berço da doença falciforme ser na África, não só a população negra é afetada por ela, e isso se deve à miscigenação da população". A importância da conscientização sobre a enfermidade é destacada pela presidente da Apaftf, pois, segundo ela, "o desconhecimento por parte da população de Juiz de Fora sobre a anemia falciforme é muito grande, inclusive por médicos e funcionários do setor de saúde".

    Segundo a associada da Apaftf e mãe de uma criança portadora de anemia falciforme, Mônica Borges, "o despreparo dos médicos, principalmente os mais novos, em relação à doença, é notável. Em algumas vezes, eu mesma tive que orientar o médico sobre como tratar do meu filho", afirma. Outra falha apontada por Mônica é em relação à demora no atendimento. "Já esperei cerca de cinco horas para que meu filho, passando mal, fosse atendido, sendo que "os portadores da anemia falciforme deveriam ter atendimento prioritário."

    Além de dar apoio aos pacientes e familiares de portadores de anemia falciforme, a Apaftf busca, por meio de políticas públicas, reverter o quadro de desconhecimento da doença. A presidente da Apaftf afirma que "a associação tem buscado apoio com o Conselho Municipal de Saúde de Juiz de Fora, porém sem muito sucesso. Vamos buscar, através de eventos como esse, mudar essa realidade", destaca.

    O coordenador geral do Sintufejuf, Paulo Dimas, ressalta que a parceria entre os servidores e a Apaftf acontece já há algum tempo, mas vem sendo mais incisiva nesses últimos dois anos. "Neste dia podemos mostrar à população detalhes sobre a anemia falciforme, que é uma doença silenciosa, ou seja, muitas vezes o portador da doença não tem consciência dela". Ele ainda afirma que "a Prefeitura de Juiz de Fora deveria ter mais atenção com os pacientes e o tratamento da doença, podendo se mobilizar, também, organizando eventos como este, com mais profissionais da área de saúde e atendendo um público maior".

    Privatização do HU

    Outro ponto abordado na ação foi a questão da possível privatização do Hospital Universitário (HU) de Juiz de Fora. Silva ressalta que "o HU é uma empresa pública muito importante pra Juiz de Fora e sua privatização representa um perigo para a população". Integrantes do Sintufejuf realizaram panfletagem e realizaram esclarecimentos sobre a questão.

    *Edwards Junior é estudante do 6º período de Comunicação Social da UFJF

    Os textos são revisados por Juliana França

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