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    Carnaval é tempo de beijo na boca. Mas é preciso cuidado com as doenças

    Alguns sintomas podem ser indícios da existência de alguma doença. Portanto, neste Carnaval, fique atento com os parceiros

    Raphael Placido
    Repórter
    8/2/2013
    beijo

    Com a proximidade do Carnaval, muita gente já está contando as horas para os dias de festa, dança e, claro, muito beijo na boca. Para os mais afoitos e afoitas, que gostam de contabilizar as conquistas, é importante analisar algumas dicas e se prevenir contra as doenças comuns desta época do ano, como amigdalite, herpes labial, tuberculose e mononucleose, que podem ser transmitidas pelo beijo.

    Principal porta de entrada do corpo, há cerca de mil bactérias diferentes na boca. Mas não há necessidade de se alarmar: boa parte delas é benéfica e não traz riscos à saúde. Dentre as nocivas, há as que podem causar infecções na gengiva e nas amígdalas: as chamadas gengivite e amigdalite, além da tuberculose, transmitida através da saliva.

    A chefe do Departamento de Saúde Bucal do município, Edna Fajardo, explica que as doenças que podem ser adquiridas pelo beijo na boca não são causadas apenas por bactérias. "São várias, causadas por bactérias e vírus, inclusive as sexualmente transmissíveis."

    O contagiante bloco dos vírus

    Contagiosa e transmitida por vírus através da saliva, a mononucleose é tão associada ao beijo, que passou a ser conhecida como doença do beijo. O infectado pode contaminar todas as pessoas com quem tiver algum contato mais intimo. Para diagnosticar a doença, é preciso fazer exames de sangue. Seus principais sintomas são febre, cansaço, dores de garganta, cabeça e musculares, tosse, náuseas e o aumento dos linfonodos do pescoço formando ínguas.

    Outro problema comum no Carnaval é a herpes labial. Os riscos são pequenos, mas, caso o parceiro tenha alguma ferida na boca, existe a chance de passar até mesmo sífilis e gonorreia. Segundo Edna, é preciso ter muito cuidado com piercings, pois eles podem romper e causar sangramento, e o sangue transmite mais doenças do que a saliva.

    Há muita polêmica envolvendo Aids e beijo. Para o Ministério da Saúde, "não há evidências de transmissão do HIV pelo beijo. Para que houvesse possibilidade de transmissão, seria necessário que houvesse uma lesão grave de gengiva e sangramento na boca."

    Pare, olhe e cuide-se

    Alguns sintomas podem ser indícios da existência de alguma doença. Portanto, neste Carnaval, fique atento com os parceiros que tenham mau hálito, tártaro ou feridas aparentes. E, claro, cuide bem da sua própria higiene bucal. Um pouco de critério e cuidado nunca é demais.

    É bom lembrar que a possibilidade de contrair alguma doença é sempre potencializada pela baixa na imunidade, que pode ser causada pela falta de sono, alimentação inadequada e exagero no consumo de álcool. É preciso se alimentar bem, dormir o necessário e se manter hidratado.

    Segundo a professora do Departamento de Nutrição da UFJF, Mariana de Melo Cazal, além das bebidas alcoólicas, alguns alimentos também podem fazer mal devido ao calor da época. "É importante evitar o consumo de comidas pesadas, como frituras e alimentos gordurosos. Em relação às bebidas, o mais adequado é a água, sucos naturais e água de coco, para manter-se hidratado durante todo o carnaval. Já para quem gosta de bebidas alcoólicas o ideal é fazer alternâncias, evitando o estado de embriaguez", afirma.

    Os textos são revisados por Juliana França

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