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    Terça-feira, 30 de julho de 2013, atualizada às 14h

    Médicos da rede pública de JF paralisam o atendimento por dois dias

    Os profissionais manifestam contra as recentes atitudes do Governo Federal, como a criação do programa Mais Médicos e o veto da lei que regulamenta a medicina no Brasil
    Andréa Moreira
    Repórter
    Protesto

    Os atendimentos médicos do Sistema Único de Saúde (SUS) de Juiz de Fora ficam paralisados nesta terça e quarta-feira, 30 e 31 de julho. O motivo é a adesão dos médicos ao protesto nacional que acontece em pelo menos 16 estados do Brasil, de acordo com a Federação Nacional dos Médicos (Fenam). Na manhã desta terça-feira, alguns profissionais se reuniram em frente a Câmara Municipal (foto) para alertar a população sobre as reivindicações.

    Os profissionais manifestam contra as recentes atitudes do Governo Federal, como a criação do programa Mais Médicos, que contrata profissionais de outros países, sem um revalidação do diploma; e o veto da presidente Dilma Rousseff a lei que regulamenta a medicina no Brasil, o chamado Ato Médico, que tramitou 11 anos no Congresso e foi tratada em 27 audiências públicas. "Alguma coisa tem que ser feita. O Governo não pode continuar a tratar a saúde com o descaso e impondo leis que são totalmente contra a Constituição," afirma o presidente do Sindicato dos Médicos de Juiz de Fora, Gilson Salomão.

    O Hospital Universitário (HU) da Universidade Federal de Juiz de Fora também aderiu ao protesto, suspendendo todas as consultas e cirurgias eletivas, realizando apenas as cirurgias de emergência e atendendo somente os pacientes que já estão internados. Para o presidente da comissão dos médicos residentes, Glauco Mendonça Rocha, as recentes atitudes do Governo Federal interferem não só na qualidade dos atendimentos, como também nas leis do país. "A medida de acabar com o Revalida (Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos) interfere na Constituição e na Lei de Diretrizes de Bases, pois esta norma afirma que qualquer profissional que tenha concluído o curso em outro país, tem que validar o diploma no Brasil. Quando extingue a exigência para a área dos médicos, a medicina passa a ser ilegal, ou seja, um crime, que segundo o Código Penal é passível de prisão."

    Segundo a assessoria da Fenam a mobilização desta semana é preparatória para a grande marcha que acontecera em Brasília no dia 8 de agosto, quando ocorrerá uma audiência pública sobre o Mais Médicos no Congresso Nacional. A Federação afirma ainda que após 10 de agosto, data que encerra a programação da associação, será realizada uma avaliação das reivindicações da categoria e, caso não haja avanços, a Federação afirma que que decretará greve por tempo indeterminado.


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