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    Quarta-feira, 28 de agosto de 2013, atualizada às 18h30

    Deputados cobram tratamento para usuários de crack em Muriaé

    Assembleia Muriaé

    A implantação de um Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (Caps-AD), do Serviço de Consultório de Rua e do Serviço Residencial Terapêutico, além da reestruturação das comunidades terapêuticas na rede de atendimento aos dependentes. Essas foram as principais demandas contempladas por requerimentos durante audiência da Comissão de Prevenção e Combate ao uso de Crack e outras Drogas da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) realizada em Muriaé, na Zona da Mata, nessa terça-feira, 27 de agosto.

    Também foram feitos requerimentos para cobrar a ampliação das ações do programa estadual Aliança pela Vida na região e a implantação de câmeras do programa Olho Vivo. As demandas foram levantadas pela comunidade durante a reunião e contempladas em pedidos de providências ao governador, ao ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e às Secretarias de Estado de Saúde e de Defesa Social.

    Nota divulgada pela assessoria da ALMG, destaca que a presidente do Conselho Municipal de Políticas Antidrogas de Muriaé, Raquel Nunes de Paula, levantou a importância da implantação do Caps-AD, lembrando que já existe um requerimento encaminhado ao Governo do Estado para a implantação do centro de atenção na cidade. “Em pesquisa recente, constatamos que 70% dos pacientes das comunidades terapêuticas da região são usuários de crack”, frisou.

    Também presente na audiência, o deputado Wilson Batista (PSD) enfatizou a importância de se ter o serviço de Consultório de Rua, já que as “cracolândias” estão espalhadas por Muriaé e o tratamento em clínicas pode chegar a R$ 1 mil, um custo dispendioso para as famílias. Ele também abordou o Serviço Residencial Terapêutico, voltado para a reinserção adequada dos dependentes.

    Já o presidente da Federação das Comunidades Terapêuticas Evangélicas do Brasil, pastor Wellington Vieira, reclamou da burocracia para que as comunidades terapêuticas tenham apoio financeiro do Estado. Segundo o pastor, são apenas 120 leitos em Muriaé que contam com apoio do governo. Ele solicitou ajuda, as comunidades estão padecendo sem recursos. "Já temos o reconhecimento do nosso trabalho pelo Estado. Mas queremos fazer, de fato, parte da rede de apoio às pessoas que tem morrido por não ter tratamento," destaca a nota da ALMG.

    Expansão do crack em Muriaé

    O prefeito de Muriaé, Aloísio Aquino, durante sua fala, demonstrou preocupação com o aumento da quantidade de jovens consumindo crack, droga barata e, por consequência, mais acessível. Já o presidente da comissão, deputado Vanderlei Miranda (PMDB), enfatizou o fato de que 70% da massa carcerária brasileira atualmente ter algum tipo de envolvimento com as drogas. Ele ressaltou também a necessidade de ações do Governo Federal no que concerne a prevenção, tratamento e combate ao tráfico de drogas.

    O deputado Bráulio Braz (PTB), autor do requerimento da reunião, e natural de Muriaé, também lembrou a atuação da comissão e ressaltou que, como Casa que representa o povo mineiro, a ALMG sempre fará o que estiver ao seu alcance para combater as drogas.

    Trabalho em conjunto

    O comandante do  47º Balhão da Polícia Militar, tenente-coronel Cláudio Nazário da Silva Machado, ressaltou que em Muriaé já existem esforços no sentido de combater o tráfico, com resultados visíveis. Segundo ele, desde 2003, o Programa Educacional de Resistência às Drogas e a Violência (Proerd) existe na cidade e também há o planejamento de um projeto piloto para tratamento na comunidade, em parceria do poder público com a iniciativa privada. Segundo dados levantados pelo militar, houve uma diminuição de 11,5% dos crimes relacionados a droga quando compara-se os meses de fevereiro de 2012 e 2013.

    O delegado regional de Polícia Civil de Muriaé, Rangel Maitino de Oliveira Paiva, também destacou a redução da criminalidade como consequência direta do trabalho integrado das polícias Civil e Militar. Ele explicou que a posição geográfica da cidade, que se encontra no entrocamento entre a MG-116 e a BR-356, é um fator dificultador do trabalho investigativo, tendo em vista ser uma rota de passagem de traficantes de drogas.

    Com informações da Assembleia Legislativa de Minas Gerais

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