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    Sábado, 29 de novembro de 2014, atualizada às 14h32

    Mais de 200 pessoas comparecem na Campanha do Dia Nacional de Combate ao Câncer de Pele

    Lucas Soares
    Repórter

    Durante este sábado, 29 de novembro, mais de 200 juiz-foranos compareceram ao Hospital Universitário (HU) para realizarem exames gratuitos para diagnóstico de câncer de pele. A ação, que fez parte da Campanha do Dia Nacional de Combate ao Câncer da Pele também prestou esclarecimentos sobre a doença, suas formas de prevenção e a importância do diagnóstico precoce.

    Segundo a coordenadora do projeto na cidade e professora de dermatologia da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), Maria Tereza Feital, o câncer de pele pode ser fatal. "São formações que surgem na superfície da pele e podem degenerar no local, formando lesões grandes, as vezes profundas, que podem levar a morte justamente por atingir um órgão vital, como o cérebro", explica.

    De acordo com a professora, existem três tipos da doença. "Um é o basocelular, que é lento e demora muito tempo. Ele parece uma verruga, que sangra e volta, cicatriza, mas um dia ele volta a crescer. Tem o espinocelular que tem o mesmo aspecto, e como é uma lesão que não cicatriza, compromete os órgãos internos. O mais comum é o melanoma, que parece uma pinta, que lembra uma azeitona preta, e esse tumor ataca rápido, comprometendo o corpo todo", comenta.

    Maria Tereza afirma que, como o câncer de pele não apresenta nenhum sintoma além de uma ferida não cicatrizada, o exame de diagnóstico é importante. "É uma doença comum para pessoas de pele clara e que se expõe muito ao sol. Não quer dizer que as mais morenas não tenham, mas a tendência é bem maior para as pessoas que ficam ficam muito vermelhas quando ficam expostas ao sol. O dermatologista consegue identificar com um dermatoscópio ou a biópsia, por isso é importante fazer o exame", revela.

    E, de acordo com a coordenadora do projeto, quem estiver com a doença tem duas saídas. "A radioterapia e a quimioterapia não são usadas no câncer de pele e a cirurgia é o recurso mais indicado. No entanto, quando a lesão é superficial, também pode ser tratada com medicamentos. Para se proteger, é necessário evitar o sol entre 10h às 15h e usar protetor solar, principalmente nas partes que ficam mais expostas ao sol", conclui.

    O câncer da pele é o mais comum de todos os tipos de câncer e representa mais da metade dos diagnósticos da doença. São estimados 188.020 novos casos no Brasil em 2014, segundo estatísticas do Instituto Nacional do Câncer (Inca). O câncer da pele não melanoma é o mais incidente no Brasil, com 182.130 casos novos previstos para 2014, também segundo o Inca. Desse total, 98.420 devem ocorrer em homens, e 83.710 em mulheres. Quanto ao melanoma, sua letalidade é elevada, porém sua incidência é baixa (2.960 casos novos em homens e 2.930 em mulheres), totalizando 5.890.

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