Terça-feira, 6 de fevereiro de 2018, atualizada às 17h14

Sobe para três o número de óbitos confirmados por febre amarela em Juiz de Fora

Da redação

Mais duas mortes por febre amarela foram confirmadas nesta terça-feira, 6 de fevereiro, em Juiz de Fora. O primeiro óbito de morador da cidade foi confirmado no dia 26 de janeiro. Conforme novo boletim epidemiológico da Secretaria Estadual de Saúde (SES-MG), os exames confirmaram o vírus em outras três pessoas hospitalizadas. Ao todo são seis casos confirmados da doença no município.

Em Minas Gerais, os números de casos confirmados subiram para 164. Destes, 61 evoluíram para óbito e outros 301 continuam em investigação. Do total de pessoas confirmadas com a doença, 151 (92,1%) são do sexo masculino e 13 (7,9 %) do sexo feminino. Até o momento, todas pessoas confirmadas com a febre amarela não eram vacinadas. A mediana de idade dos casos confirmados é de 47 anos.

Vacinação

Juiz de Fora já está próxima de atingir a meta de vacinação contra febre amarela estabelecida pelo Ministério da Saúde e Secretaria de Estado de Saúde (SES). Até o dia 26 de janeiro, 94,76% da população já havia sido vacinada.

Cuidados durante Carnaval

No período de chuvas constantes e ​Carnaval, muitas famílias viajam e mant​ê​m suas casas fechadas, criando ambientes perfeitos para a proliferação do Aedes aegypti, responsável pela transmissão de doenças como a dengue, chikungunya, Zika e febre amarela urbana. Isso porque, ao não realizar a revisão e retirada de recipientes que podem acumular água da chuva nos quintais e áreas, nos dias mais quentes – que muitas vezes sucedem o período de chuvas – o mosquito encontra locais e condições adequadas para se proliferar.

O coordenador geral de campo da Subsecretaria de Vigilância em Saúde da Prefeitura de Juiz de Fora, Juvenal Marques Franco, explica que a população deve se manter alerta durante todas as épocas do ano, mas é no período de chuvas que os cuidados devem ser redobrados.

Juvenal lembra também que, Juiz de Fora está com um Levantamento do Índice Rápido do Aedes aegypti de (LIRAa) de 3,9%, ou seja, está em estado de alerta, embora o número de notificações de casos de dengue, chikungunya e Zika estejam baixos e, a população tende a relaxar.

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