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    Biopsicologia: uma ciência para o equilíbrio da mente e do corpo

    A ciência é uma conceituação contemporânea da medicina mente-corpo só que estruturada com base nas práticas milenares. Uma soma da psico-neuro-imunologia, yoga e meditação

    Angeliza Lopes
    Repórter
    8/10/2018

    A biopsicologia ou Neurociência Comportamental é uma conceituação contemporânea da medicina mente-corpo só que estruturada na base das práticas milenares. Uma soma da psico-neuro-imunologia, yoga e meditação. Dedicado há mais de 45 anos a desenvolver métodos de cura e qualidade de vida, Shanti Maya, natural da Argentina, trouxe esta ciência para Juiz de Fora e, atualmente, atua e coordena o Espaço Holístico Prama, na rua Fernando Lobo, região Central.

    O professor explica que a mente humana manifesta diferentes emoções que geram pensamentos e raciocínios, mas, basicamente, sua estrutura é emocional. Cada uma delas estimula as glândulas que, consequentemente, produzem hormônios responsáveis pelas atividades do corpo físico. As principais, observando o corpo debaixo para cima são as: sexuais, suprarenais, pâncreas, timo, paratiróides e tiróides, pituitária e pineal. “As glândulas são como esponjas que eliminam suas secreções, que são os hormônios, direto na corrente sanguínea e estimulam ações através de certos mecanismos do corpo. Por isso, existe relação entre nossas atitudes mentais, emoções, doenças e funcionamento das glândulas. A biopsicologia é uma ciência que trabalha como equilibrar nosso campo emocional por meio do equilíbrio da nossa organização hormonal, que são reguladas através de exercícios específicos”, detalha.

    Shanti Maya diz que os yogas já trabalhavam com essas ideias há milhares de anos, mas no século passado um grande filósofo, sociólogo e yoga, Prabhat R. Sarkar, aprofundou cientificamente o tema e deu este enfoque moderno, que é a biopsicologia. “Este filósofo tinha uma visão e sabedoria muito grandes. Conseguiu associar os exercícios práticos para a cura de doenças psíquicas e físicas. Ele explica no livro Psicologia do Yoga detalhes de como os chakras geram vórtices de energia psíquica que afetam nossas glândulas e o sistema nervoso”.

    Chakras

    Todo o ser humano possui além do corpo físico, um corpo energético. Shanti Maya, que tem formação na Suécia e Índia em Tantra Yoga e Métodos Preventivos da Saúde Integral, diz que as medicinas orientais, tanto indiana como chinesa, trabalham também o plano energético. Para entender este corpo, os estudiosos o dividem em sete centros de força alinhados ao longo da coluna vertebral, que são os chakras: Básico, Umbilical, Plexo Solar, Cardíaco, Laríngeo, Frontal e Coronário.

    O professor esclarece que os plexos estão conectados as glândulas através de vibrações. “O sistema nervoso é químico vibracional que manda mensagens para nosso cérebro, ele processa e manda ordem para diferentes partes do corpo. Nós pensamos que a nossa mente está na nossa cabeça, mas na realidade ela é emoções, divididas ao longo desses chakras. A sexual, por exemplo, não é responsável apenas pelo desejo, mas também controlam outros tipos de propensões como a irritabilidade nos períodos pré-menstruais femininos”.

    Entenda a divisão dos chakras e como estão relacionados com as glândulas, na imagem abaixo:

    Psicologia

    O pilar da psicologia auxilia os primeiros contatos do biopsicólogo com o paciente para que seja possível enumerar em uma escuta ativa as emoções que afetam a pessoa. Dentro desta ciência, estão listadas 50 propensões que podem causar desequilíbrios no corpo humano, como o medo, falta de autoestima, muito orgulho, falta de afeto. “Após detectar as causas, existem os exercícios específicos para realinhar este chakra”.

    Shanti Maya destaca que a diferença entre as terapias convencionais e a biopsicologia, é que este novo método busca tornar possível a mudança comportamental daquele paciente no dia de hoje, para que ele se fortaleça para as intempéries da vida. Ele destaca que todos possuem estrutura biológica e psicológica iguais, o que altera são as experiências durante a vida de cada um, o que torna possível ou não que as emoções se expressem.

    “Na terapia, o paciente fala e o psicólogo indaga profundamente para que seja possível entender qual a causa e tentar resolver os traumas. Só que a mente possui muitos complexos e está criando outros continuamente. A neurociência comportamental fortalece o campo emocional da pessoa através da sua parte biológica e mental, assim estão mais preparadas para resolver novas situações”.

    Exercícios físicos e mentais

    Dentro da prática da biopsicologia, existem os exercícios para o corpo, com posturas do yoga, e as mentais, com a meditação. Estas ações tornam possível uma mudança no campo mental da pessoa, que fica mais calma e sutil, o que afeta a parte física. Para exemplificar todo o processo, o professor analisa a situação de uma pessoa ansiosa. “A ansiedade é um estado psíquico, mas afeta muito o corpo. Com exercícios de meditação, nós conseguimos acalmar a mente para que a pessoa controle seu estado ansioso e torne possível o bom funcionamento de partes biológicas, como o fígado, intestino, coração pulmão. O objetivo é oportunizar um equilíbrio físico, psicológico e mental”.

    As técnicas do yoga, segundo o professor, ajudam a regular o fluxo hormonal, com auxílio dos exercícios de respiração para ajudar no relaxamento do corpo. “As posturas fazem uma pressão sobre as glândulas e depois expansão. Essa massagem ajuda a regular os fluxos”.

    Todas as técnicas são importantes, mas outra atividade fundamental dentro desta ciência é a força de vontade e disciplina da pessoa para mudar certos hábitos que vão desde a alimentação, como dormir, relaxar, até como a pessoa se relaciona com o mundo e com elas mesmas. “O mundo é muito cruel e competitivo, por isso temos dificuldade em expressar o amor, que nos faz tão bem. Vamos trabalhar o movimento dos princípios e valores que nos ajudam a lidar com o exterior de forma mais amorosa. Deixar de nos culparmos ou almejarmos tantas coisas, e passar a agradecer mais o que já temos”.

    Outro ponto importante é considerar que os pensamentos ditam muito como estamos intimamente. Shanti Maya complementa que todos são muito afetados por seus pensamentos. “Temos que nos reeducar com pensamentos mais positivos, por isso o relaxamento é necessário. O contato com pensamentos e energias mais sutis, menos materiais. Todos têm muito mais coisas que definem sua personalidade, somos mais profundos e precisamos acessar e alcançar a plenitude. Ao meditarmos, acessamos nossa essência, que insistimos em nos afastarmos, criando várias personalidades. Quando maior o foco na nossa essência, mais calma se torna nossa mente e conseguimos compreender a vida com mais sabedoria”.

    A alimentação também é um fator que influencia na qualidade de vida. O professor explica que o consumo de álcool, carne vermelha e drogas causam estresse na região digestiva e fígado. “Pela nossa fisiologia, somos naturalmente seres herbívoros. Vemos isso pela dentição mais apropriada para triturar coisas e o tamanho do intestino, que é dez vezes maior que o corpo, ao contrário de seres carnívoros. Ser vegetariano não é uma religião, mas necessidade. Assim, ficamos menos intoxicados e com a mente mais calma”.

    Entenda mais sobre o Chakras

    Créditos: Canal Hora do Eric


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