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    Terça-feira, 7 de maio de 2019, atualizada às 9h13

    Especialista esclarece mitos sobre a vacina contra a gripe

    Da redação

    Juiz de Fora atingiu apenas 38,33% do público-alvo da vacinação contra a gripe. O índice, segundo a assessoria da Secretaria de Saúde (SS), é considerado baixo. "A pasta esperava atingir 50% das 165.591 pessoas que precisam se vacinar na cidade. Se considerarmos os índices nacional (41,60%), e de Minas (46,21%), a cidade também ficou abaixo no número de imunizações. Do total do público-alvo, já foram imunizadas 63.465 pessoas, sendo 13.219 crianças entre seis meses e 6 anos incompletos (40,27%), 34.585 idosos (48,36%), 2.326 gestantes (49,55%), 392 puérperas - mulheres com até 45 dias após o parto (50,78%), 3.928trabalhadores da saúde (17,24%), 2.028 professores (29,40%) e 6.836 (26,30%) pessoas portadoras de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais, com prescrição médica".

    A vacina ofertada é a trivalente, que protege contra os três subtipos do Influenza: H1N1, H3N2 e influenza B. A formulação utiliza vírus inativados, ou seja, mortos, e, por isso, é muito segura. A dose é contraindicada somente para pessoas que têm alergia grave a ovo de galinha.

    Os vírus influenza são transmitidos facilmente por aerossóis produzidos por pessoas infectadas, ao tossir ou espirrar. Existem três tipos: “A”, “B” e “C”. O “C” causa apenas infecções respiratórias brandas, não possui impacto na saúde pública e não está relacionado com epidemias. “A” e “B” são responsáveis por epidemias sazonais, sendo que “A” provoca grandes pandemias.

    A campanha continua até o próximo dia 31. Confira os locais de vacinação, de segunda a sexta-feira.

    • Unidades Básicas de Saúde: 8h às 10h30 e 13h às 16h30 – Todos os grupos prioritários.
    • Departamento de Saúde da Criança e do Adolescente: 8h às 15h30 – Rua São Sebastião, 772 – Crianças, gestantes e puérperas
    • Departamento de Saúde do Idoso: 8h às 15h30 – Rua Batista de Oliveira, 943 – Somente idosos
    • PAM Marechal: 8h às 16h30 – Sala de vacinação no 3° andar – Todos os grupos prioritários, menos idosos.

    Mitos e verdade

    Ainda que a campanha ocorra todos os anos, uma série de mitos e informações falsas sobre a vacina e também sobre a doença é difundida, o que pode provocar confusão em parte da população sobre quais são as reais medidas de prevenção e tratamento.

    Um dos mitos mais comuns é o de que a vacina contra a gripe transmite a doença. Contudo, a coordenadora de Imunizações da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), Josianne Dias, explica que a informação é falsa. “A vacina contra a gripe é fragmentada e inativada, sendo totalmente segura e incapaz de provocar a doença. As pessoas que ficam gripadas após tomarem a vacina provavelmente adquiriram outras doenças respiratórias ou já tinham o vírus e a vacina não teve tempo suficiente para fazer seu efeito, pois a detecção de anticorpos protetores se dá entre 2 a 3 semanas após a vacinação. A vacina contra a gripe, portanto, não transmite gripe e cumpre seu papel de diminuir consideravelmente o número de complicações, internações e óbitos por influenza”, afirma.

    Outra informação incorreta é a de que a vacina pode fazer mal para gestantes. Pelo contrário, a vacinação contra o vírus influenza em gestantes é uma estratégia eficaz de proteção para a mãe e para o lactente. Além de proteger a mãe, a vacinação durante a gestação reduz o impacto da doença em bebês e o risco de hospitalização, que é muito elevado nos primeiros meses de vida.

    Mais uma questão que costuma gerar dúvidas na população é a necessidade de se tomar a vacina contra a gripe todos os anos. Quem tomou a vacina no ano passado deve se vacinar novamente em 2019, afinal, a proteção conferida pela vacinação é de aproximadamente um ano, motivo pelo qual é feita anualmente. Além disso, a constante mudança do vírus influenza requer uma frequente reformulação da vacina.

    Dúvidas sobre a doença

    Questões relacionadas à gripe também costumam gerar informações desencontradas entre a população. Uma delas é a de que tratamentos caseiros, entre eles a ingestão de chás, mel, limão e outros alimentos curam a gripe. Nesse caso, é importante frisar que nenhum tratamento feito em casa, sem o acompanhamento dos serviços de saúde, terá a mesma ação de medicamentos antivirais disponíveis atualmente para tratar a gripe. Portanto, em caso de sintomas, é fundamental procurar o serviço de saúde mais próximo.

    A gripe pode matar?

    Verdade. Se não for tratada a tempo, a gripe pode causar complicações graves e inclusive a morte, principalmente nos grupos de alto risco, como crianças menores de cinco anos de idade, gestantes, adultos com 60 anos ou mais, portadores de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais.

    Lavar as mãos com frequência ajuda na proteção contra a gripe?

    Verdade. Além disso, existem outras ações simples que colaboram na prevenção da doença. Entre elas está manter as vias respiratórias bem hidratadas para evitar a entrada de vírus e bactérias, evitar locais com aglomerações de pessoas e pouca circulação de ar, manter as janelas dos ônibus sempre abertas, jogar lenços de papel no lixo, usar a parte interna do braço ao tossir ou espirrar, evitar compartilhar alimentos e objetos de uso pessoal. No caso de crianças menores de seis meses, que ainda não receberam todas as vacinas, é importante não deixá-las expostas a locais com aglomerações, como shoppings e ônibus.

    Gripe e resfriado são a mesma coisa?

    Falso. O resfriado também é uma doença respiratória e é frequentemente confundido com a gripe. O resfriado, entretanto, é causado por vírus diferentes dos da gripe e, por isso, em caso de sintomas como febre alta, mal estar, dor muscular e de garganta e coriza, é fundamental procurar o serviço de saúde mais próximo para que profissionais possam avaliar o caso e prescrever o tratamento mais adequado.


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