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    Terça-feira, 3 de dezembro de 2019, atualizada às 18h16

    Campanha estimula realização de testes rápidos de HIV e DSTs em Juiz de Fora  

    Angeliza Lopes
    Repórter

    Calce meus sapatos é o convite feito aos observadores da mostra 'Coloque-se no Meu lugar'  exposta no hall do auditório do prédio da Vigilância em Saúde, na Avenida dos Andradas. O pedido de demonstração de empatia compõe a ação do Departamento DST/Aids da Secretaria Municipal de Saúde que integra campanha Dezembro Vermelho e Luta contra a Aids, com dia mundial celebrado no último domingo, 1° de dezembro.

    Há 31 anos, o Dia Mundial foi instituído pela Assembleia Geral da ONU e a Organização Mundial de Saúde (OMS). Três décadas depois, o maior desafio ainda são os tabus, preconceitos e estigmas relacionados ao HIV. Para esclarecer sobre o tema, em parceria com o projeto de extensão da UFJF “Identidades, cidadania e inclusão LGBTQ+", coordenado pelo professor Marcelo do Carmo, o Departamento lançou livros e o documentário 'Carta para Além dos Muros', dirigido por André Canto, na noite de segunda-feira, 2 de dezembro, no auditório.

    O filme, disponível na plataforma streaming Netflix, tem cerca de uma hora e meia de duração e mostra a cronologia da epidemia de HIV no país por meio de relatos de especialistas e ativistas de diversas gerações e é conduzido por uma narrativa inspirada no trabalho de Caio Fernando de Abreu, que deu nome ao filme. "A única forma que a gente tem de combater todo este preconceito é usando a informação, orientando a população, jovens, as famílias, para formar multiplicadores. A Aids só chega até você quando alguém que conhece é diagnosticado, caso contrário, as pessoas não vão querer falar e discutir sobre o tema. O nosso trabalho aqui é divulgar antes que ela chegue", diz o gerente do Departamento do DST/Aids, Oswaldo Alves.

    Além dessas ações, o Departamento fez mutirão de testagem rápida durante todo domingo, 1° de dezembro, e informou população, distribuindo camisinhas e panfletos durante a Feira Livre, na Avenida Brasil. Os assistidos pelo programa também participaram de ação na última segunda e, para encerrar as atividades, nesta terça, 3, foi ministrada capacitação para os servidores que atuam nos setores de saúde do município.  

    Diagnósticos em JF

    Segundo levantamentos do Departamento DST/Aids, o número de pessoas com testes positivos para HIV, de janeiro a novembro de 2019, soma total de 156. No ano passado, foram confirmadas 180 soropositivos na cidade. O setor realizou 6.291 testes rápidos, em 2018, e 6.117, até novembro de 2019, total de 12.408 testagens e 336 diagnósticos reagentes.

    No Brasil, de acordo com o Ministério da Saúde, 135 mil pessoas no Brasil vivem com o vírus HIV e não sabem.  

    O gerente informa que a Secretaria Municipal de Saúde usa a testagem rápida para diagnóstico precoce do HIV (vírus causador da Aids), sífilis e hepatites B e C. O exame oferecido 100% gratuito e sigiloso pelo Sistema Único de Saúde (SUS), através do Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA), é mecanismo de prevenção e promoção da saúde com intuito de reduzir a epidemia na cidade.

    "A gente sempre frisa que é importante que a pessoa que não tem conhecimento da sua sorologia que procure o serviço para se testar, porque o quanto antes for diagnosticado o HIV e iniciar o tratamento, melhor será a qualidade de vida dessa pessoa", enfatiza Alves.

    O teste pode ser feito de segunda a sexta-feira, das 8h às 12, e, das 13h às 17h, no CTA que fica no prédio da Vigilância em Saúde, na Avenida dos Andradas, 523, térreo. A pessoa pode comparecer de forma espontânea ou agendar o exame pelo telefone 3690-7505.

    Caso resultado seja positivo para o vírus HIV ou qualquer outra DST, a pessoa é encaminhada para o Serviço de Assistência Especializada, localizada no mesmo prédio. O serviço é formado por uma equipe multidiciplinar com infectologista, equipe de enfermagem, assistente social, psicólogo e farmacêutico. O paciente receberá assistência, desde o aconselhamento até a prescrição e retirada da medicação gratuita. "Liberamos remédios para até três meses, mas para alguns casos optamos por não deixá-lo tanto tempo longe dos serviços para acompanhar efeitos colaterais e patologias pré-existentes que o próprio paciente não relata. Também encaminhamos os assistidos para outras especialidades médicas caso ele apresente alguma doença associada a Aids".

    Aids

    A aids é o estágio mais avançado da doença que ataca o sistema imunológico. A Síndrome da Imunodeficiência Adquirida, como também é chamada, é causada pelo HIV. Como esse vírus ataca as células de defesa do nosso corpo, o organismo fica mais vulnerável a diversas doenças, de um simples resfriado a infecções mais graves, como tuberculose ou câncer. O próprio tratamento dessas doenças fica prejudicado. Há alguns anos, receber o diagnóstico de aids era uma sentença de morte. Mas, hoje em dia, é possível ser soropositivo e viver com qualidade de vida. Basta tomar os medicamentos indicados e seguir corretamente as recomendações médicas.

    Saber precocemente da doença é fundamental para aumentar a sobrevida. Por isso, o Ministério da Saúde recomenda fazer o teste sempre que passar por alguma situação de risco, como contato sexual sem proteção, transfusão de sangue contaminado ou uso de seringas infectadas.

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