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    Quinta-feira, 23 de abril de 2020, atualizada às 13h

    Minas Gerais tem 51 óbitos confirmados, segundo SES

    Da redação

    Minas Gerais tem 51 óbitos confirmados por coronavírus, segundo o Informe Epidemiológico da Secretaria de Estado de Saúde, divulgado nesta quinta-feira, 23 de abril. Até o momento são 1.308 casos confirmados, 85 óbitos em investigação e 326 descartados.

    Na quarta-feira, o estado tinha 1.283 casos confirmados, 78 óbitos em investigação, 325 óbitos descartados e 47 confirmados.  Belo Horizonte é a cidade com mais casos: 482 casos confirmados e nove óbitos. Em segundo lugar aparece Juiz de Fora, com 100 casos e dois óbitos, seguida de Uberlândia, com 71 casos e cinco óbitos.

    Conforme o boletim da Secretaria de Saúde, divulgado na quarta-feira, 22, Juiz de Fora tem 1.577 suspeitos, 113 confirmados, cinco óbitos em investigação e dois confirmados.


    Impactos financeiros

    O secretário de Estado de Fazenda, Gustavo Barbosa, compareceu à Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) nessa quarta-feira para prestar informações aos deputados sobre os impactos financeiros da pandemia do coronavírus nas contas públicas estaduais.

    Gustavo Barbosa afirmou que as projeções, baseadas no comportamento econômico-financeiro até o momento, apontam queda da receita do Estado na ordem de R$ 1,150 bilhão em abril e de R$ 2,2 bilhões, em maio. No entanto, ele enfatizou que o Governo de Minas tem se empenhado em buscar alternativas para amenizar os efeitos da redução da arrecadação.

    O secretário garantiu que não faltarão recursos para o combate à pandemia de Covid-19. "A única área que não sofreu contingenciamento foi a de Saúde. A despesa nesse campo aumentou em R$ 500 milhões desde o início da pandemia", disse.

    Outra preocupação do Estado é com a preservação da economia e, posteriormente à crise, com a sua recuperação. Gustavo Barbosa detalhou as ações adotadas em benefício dos contribuintes, como a prorrogação dos prazos de cumprimento de obrigações acessórias e da Taxa de Incêndio, suspensão de ações fiscalizatórias e dos processos administrativos tributários. Ao todo, são quase 30 medidas já adotadas que têm como objetivo minimizar o prejuízo dos empresários mineiros diante da queda da atividade econômica.

    Busca por receitas

    Dentre as ações do governo mineiro para compensar a queda da arrecadação, o secretário de Fazenda lembrou que, recentemente, o governador Romeu Zema se reuniu em Brasília com o presidente da República, Jair Bolsonaro, e o ministro da Economia, Paulo Guedes, a fim de apresentar os pleitos do Estado.

    O governo mineiro também articula junto a deputados e senadores a aprovação do Projeto de Lei Complementar (PLP) 149, que prevê a recomposição das perdas dos estados com o ICMS, o principal tributo das unidades da federação. Além disso, há negociações com os bancos públicos federais para viabilizar a negociação dos recebíveis do nióbio, que podem render a Minas algo entre R$ 5 bilhões e R$ 6 bilhões.

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