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    Segunda-feira, 6 de julho de 2020, atualizada às 11h36

    É correto o uso de ivermectina e nitazoxanida na prevenção da Covid-19? Entenda

    Da redação

    Corre na internet especulações sobre vários assuntos relacionados à pandemia do novo coronavírus. Para esclarecer alguns mitos que acabam confundindo as pessoas quanto ao que é e não é verdade em relação aos tratamentos e prevenções do vírus, o pneumologista e professor da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) Júlio Abreu divulgou novo vídeo que fala, desta vez, sobre o uso de 'Ivermectina e nitazoxanida na prevenção da Covid-19'.

    O médico afirma que ainda não existe prevenção medicamentosa para a Covid, portanto, estes remédios não devem ser consumidos para este fim. Ele destaca também que aborda no vídeo o uso preventivo de tais medicações e não a sua aplicação no uso terapêutico, que ainda está sendo avaliado em estudos clínicos, como o projeto '#500 Voluntários Já', com testes iniciados este mês, em Juiz de Fora.






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    Projeto '#500 Voluntários Já'

    Em Juiz de Fora, foi lançado no dia 30 de junho, Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), o projeto '#500 Voluntários Já' que busca a inclusão de pacientes com a Covid-19 para participar dos estudos clínicos com o medicamento nitazoxanida. A intenção dos estudos é verificar se o vermífugo consegue inibir a replicação do vírus nos pacientes com a mesma eficácia que teve nos testes com células vivas infectadas.  

    Com a estrutura montada na UPA Santa Luzia, sob coordenação do Infectologista Marcos Moura, o projeto já tem o primeiro balanço para o Ensaio Clínico com objetivo de avaliar a eficácia da nitazoxanida em pacientes com sintomas leves de COVID-19. Mais de 50% dos voluntários que testaram positivo aderiram ao projeto. Foram atendidos 35 casos na primeira semana, com resultado esperado do índice de positivos, 1/3 dos suspeitos. São seis voluntários até agora.

    O coordenador do projeto informa que pode-se chegar a até mil testes, mas tudo depende da coordenação da pesquisa, sendo os testes enviados de acordo com os resultados parciais obtidos. Outras cidades começam a aderir à pesquisa, mas quanto mais voluntários se conseguir, mais rápido se chega à conclusão do estudo.

    O infectologista considera que apesar de muito inicial ainda, até o momento o resultado de Juiz de Fora corre dentro do esperado e explica que para participar há vários critérios a serem seguidos para que o voluntário seja triado e possa participar do projeto. “É importante que as pessoas entendam que o período de coleta precisa ser restrito, uma vez que trata-se de uma pesquisa científica com protocolo rígido a ser cumprido e os materiais e dados são enviados para outros centros a fim de cumprirem os requisitos, em especial do laboratório, para ser realizado dentro do previsto”, destaca o infectologista.

    Entre os critérios para ser voluntário, é importante que o paciente tenha:

    • Alguns destes sintomas: febre e/ou tosse seca e/ou fadiga
    • Mais de 18 anos
    • Compreenda e assine o termo de consentimento

    Exclusão (em termos gerais) das condições de voluntariado: gestante, comorbidades graves, paciente oncológico e paciente que tenha feito uso de outros medicamentos.

    Todas as informações são passadas pelo médico na triagem do voluntário. Mas o período de coleto é restrito, disponível nas próximos semanas, nas segundas, terças e quartas-feiras, das 8h às 13h.

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