Em 24h, Juiz de Fora tem mais 12 mortes e bate novo recorde de hospitalização por Covid-19

da Redação - 10/12/2020

A Secretaria de Saúde (SS) de Juiz de Fora divulgou, nesta quinta-feira, 10 de dezembro, que 401 pessoas estão hospitalizadas por Covid-19 no município - 114 pacientes ocupam leitos de UTI e 287 de enfermaria (público e privado).

A taxa de ocupação dos leitos de UTI da rede pública é de 77,66%. Já os leitos de UTI particulares, 81,81% estão ocupados. O índice de ocupação de UTI geral (público - privado) é de 79,15%.

Além disso, nesta quinta, 10, mais 12 mortes foram registradas pelo novo coronavírus no município, contabilizando 380 óbitos. Com as atualizações, 86 novos casos positivos foram confirmados, somando 10.942. Mais 679 suspeitas foram registradas, totalizando 36.949. Todos os dados são referentes a moradores de Juiz de Fora.


Óbitos:

Idosa, de 74 anos, morreu nessa quarta-feira, 9. Comorbidades: Diabetes Mellitus (DM);

Idosa, de 86 anos, morreu nesta quinta-feira, 10. Comorbidades: Doença Cardiovascular Crônica (DCC), Diabetes Mellitus (DM) e obesidade;

Idosa, de 54 anos, morreu no domingo, 6. Comorbidades: Doença Cardiovascular Crônica (DCC) e Diabetes Mellitus (DM);

Idosa, de 67 anos, morreu nessa quarta-feira, 9. Comorbidades: Diabetes Mellitus (DM) e obesidade;

Idoso, de 97 anos, morreu nessa quarta-feira, 9. Sem comorbidades relatadas;

Idoso, de 60 anos, morreu nesta quarta-feira, 9. Comorbidade: Doença Cardiovascular Crônica (DCC);

Idoso, de 92 anos, morreu nesta quarta-feira, 9. Comorbidades: Doença Cardiovascular Crônica (DCC) e Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS);

Idosa, de 89 anos, morreu na última segunda-feira, 7. Comorbidades: Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS), Diabetes Mellitus (DM) e Doença Neurológica Crônica (DNC);

Mulher, de 58 anos, morreu nesta quinta-feira, 10. Comorbidade: Doença Cardiovascular Crônica (DCC);

Idoso, de 89 anos, morreu nesta quinta-feira, 10. Comorbidades: Doença Cardiovascular Crônica (DCC) e Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS);

Idoso, de 80 anos, morreu nessa quarta-feira, 9. Comorbidades: Doença Cardiovascular Crônica (DCC) e obesidade;

Idosa, de 75 anos, morreu no último domingo, 6. Comorbidades: Doença Cardiovascular Crônica (DCC), Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) e Diabetes Mellitus (DM).

Boletim desta quinta-feira, 10:

- 36.949 suspeitos
- 10.942 confirmados
- 380 óbitos confirmados

Juiz de Fora enfrenta o pior momento desde o início da pandemia

O décimo sexto Boletim Informativo Covid-19 da Plataforma JF Salvando Todos divulgado nesta quinta, traz dados atualizados da doença na cidade, Governador Valadares, Leopoldina, Minas Gerais e Brasil. O informe é elaborado por estudantes do curso de estatística, sob a orientação de docentes, da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF).

Recorde de casos registrados por semana
Pela primeira vez desde março foram registrados mais de mil casos em uma única semana, entre os dias 29 de novembro e 5 de dezembro. Foram 1.131 casos em sete dias, representando uma média de 162 casos por dia. Só no dia 3 de dezembro foram registrados 483 casos. O número de vidas perdidas foi o segundo maior para uma semana desde o início da pandemia, com 24 óbitos registrados. De acordo com o Boletim, o grande aumento no número de casos registrados poderá ter reflexos no número de óbitos nas próximas semanas.

O número efetivo de reprodução (Rt) atingiu o pico de 1,68 no dia 4 de dezembro. Isso significa que um grupo de 100 pessoas com o diagnóstico de Covid-19 transmite a doença para outras 168 pessoas. “O Rt indica o potencial de propagação do vírus. Quando o número é superior a 1 tem-se a disseminação do vírus uma vez que cada paciente está transmitindo a doença a pelo menos mais uma pessoa”, explica Marcel Vieira, um dos autores do documento.  De acordo com a Organização Mundial de Saúde  (OMS), uma das condições para que a pandemia esteja sob controle é de que os valores do Rt sejam menores que 1 persistentemente por pelo menos duas semanas, o que não foi observado em Juiz de Fora.






Adesão ao isolamento social se estabiliza após redução
A partir de dados do Google Mobility o boletim mostra que no dia 4 de dezembro havia um percentual 11% maior de pessoas em casa em relação ao período anterior ao início da pandemia. O mesmo percentual foi observado no dia 20 de novembro, o que indica estabilidade na adesão ao isolamento social. “Os dados do Google Mobility indicam que a adesão ao isolamento social ficou estável nas últimas semanas. Essa adesão vinha reduzindo nos últimos meses e está dando sinais de estabilização mesmo diante dos números que estamos observando nas últimas semanas”, esclarece Vieira. No dia 4 de dezembro, a ida aos locais de trabalho apresentou um percentual 3% menor do que no período anterior à pandemia. Esse percentual de deslocamentos para trabalho apresentava uma redução de 5% no dia 20 de novembro, o que indica queda na adesão ao trabalho remoto.
 
O gráfico apresenta a variação percentual, positiva ou negativa, da mobilidade em relação a um valor de referência definido como mediana para o dia da semana calculado para o período de cinco semanas entre os dias 3 de Janeiro e 6 de fevereiro de 2020. São apresentadas tendências de deslocamento ao longo do tempo para diferentes categorias de locais, como varejo e lazer, mercados e farmácias, parques, estações de transporte público, locais de trabalho e áreas residenciais.

  





Minas Gerais e Brasil
“O agravamento da situação em Juiz de Fora não está descolado da realidade do restante de Minas Gerais e de boa parte do Brasil. Estamos observando aumentos no número de casos e no número de óbitos em muitas outras partes do país”, observa Vieira. Minas Gerais registrou recorde de casos por semana epidemiológica. Ao longo dos últimos 14 dias, a taxa de crescimento de novos casos foi de 10% e de 5% para óbitos. Na última edição do Boletim Informativo, essas taxas eram iguais a 6%. Os registros da 49ª semana epidemiológica alcançaram a maior marca desde o início da pandemia, apontando aproximadamente 25 mil casos confirmados.

O Brasil ultrapassou a marca de 6,5 milhões de casos confirmados. Só a 49ª semana epidemiológica – 29 de novembro a 5 de dezembro – registrou quase 287 mil infectados, maior registro desde a 33ª semana – 9 a 15 de agosto. Esse aumento também foi visto no número de vidas perdidas, em que, juntas, essas semanas registraram 7.639 óbitos. A região Sudeste foi a que obteve maior registro de casos confirmados na 49ª semana, com 101.924 infectados. Já a região Sul, obteve o maior registro de casos confirmados desde o início da pandemia na 49ª semana, com 89.603 casos.

Os pesquisadores reforçam a importância de adotar as medidas de contenção da Covid-19 nesse momento. “Estamos nos aproximando das festividades de final de ano quando as pessoas procuram se reunir e estar com os seus familiares. Por isso, reforçamos que continuam sendo essenciais as medidas de distanciamento social, uso de máscaras e adoção das medidas indicadas para a higienização”, reforça Vieira.

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