Entenda diferença entre coaching, psicoterapia, psiquiatria e psicanálise

Nome do Colunista Helio Fádel 10/10/2018

É comum ouvirmos os termos “coaching”, “psicoterapia”, “psiquiatria” e “psicanálise” com certa frequência.

No entanto, é essencial pontuarmos suas principais diferenças. Assim, evitamos mal interpretações e podemos entender melhor essas quatro áreas extremamente importantes.

Vamos lá?!

Coaching

Processo transformador intenso, porém pontual. Não se trata de uma terapia. O papel do Coach é guiar o cliente rumo ao seu estado desejado. Os objetivos podem ser estabilidade financeira, desempenho esportivo, relacionamentos, liderança, etc. Ainda que o processo possa combater sintomas depressivos ou traumas profundos, não se trata de assistência especializada em saúde mental. As sessões podem ser feitas presencialmente ou a distância. Para atuar como Coach, a pessoa deve ter formação em curso da área de Coaching.

Psicoterapia

Atividade feita por psicólogos e envolve um conjunto de técnicas para analisar e intervir nos problemas emocionais, comportamentais e/ou transtornos mentais. O psicoterapeuta auxilia na melhoria da autoestima, fortalecimento do Ego, superação de traumas e otimização de mecanismos de enfrentamento. Sua abordagem é terapêutica para depressão, ansiedade, TOC, traumas, fobias... geralmente indicada a longo prazo. O Conselho Federal de Psicologia já regulamenta a prática da terapia a distância.

Psiquiatria

Prática exercida pelo psiquiatra. É o profissional que possui formação médica especializada em saúde mental. Sua atuação envolve a promoção de saúde psíquica, além da prevenção e tratamento de transtornos mentais. É comum que psiquiatras peritos em psicoterapia também atuem nessa área. Diferentemente dos psicólogos, o psiquiatra está apto a prescrever medicamentos. No entanto, ambos são igualmente importantes no que se refere aos cuidados em saúde mental e se complementam em prol do paciente.

Psicanálise

Exercida pelo psicanalista, seguindo a linha teórica de Sigmund Freud (apesar de existirem outras vertentes psicanalíticas além da freudiana). Seus métodos tratam distúrbios psíquicos a partir da associação livre com investigação do inconsciente. A função do psicanalista é equilibrar e tornar mais clara a relação do paciente com o seu “eu interior”, seus questionamentos internos e os problemas desse “eu com o mundo”. Para atuar como psicanalista, não é obrigatório ser psicólogo ou psiquiatra. Além dos estudos da área, o profissional deve ter formação em instituição psicanalítica e se submeter à análise pessoal.


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