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    Ana Stuart Ana Stuart 26/12/2007

    Prazer, necessidade, paixão ou doença

    Foto de mulheres fazendo compras É cada vez maior o número de pessoas que procuram ajuda para controlar o impulso consumista.

    Observa-se que a compulsão leva aproximadamente 10 anos para se consolidar e ser percebida como tal pela pessoa afetada.

    O hábito começa por volta dos 18 anos quando os jovens, às vezes nem efetivam a compra, mas passam horas experimentando roupas e outros produtos.

    As compras funcionam como uma espécie de droga leve, satisfazendo o consumidor quando adquire o produto tão desejado. Mas pode tornar-se obsessiva e comprometer o equilíbrio emocional e financeiro da família.

    Para se livrar dessa angústia, há pessoas que optam por soluções drásticas, como não entrar em lojas para evitar o impulso, até mesmo não saindo de casa ou não saindo do trabalho nas horas livres, mas após 2 ou 3 dias experimentam náuseas ou qualquer outro tipo de mal estar comparáveis às da abstinência de drogas.

    Apesar das semelhanças o comportamento não é reconhecido como dependência porque não envolve o uso de substâncias.

    Foi verificado experimentalmente que todas as compulsões causam alterações na liberação de neurotransmissores como a dopamina, adrenalina e a serotonina. A euforia ligada às compras tem origem num mecanismo biológico semelhante ao abuso de drogas...

    Agora dizermos que fazer compras é um prazer não resta dúvida, pois existe todo um contexto e toda uma preparação para obtermos o objeto de desejo.

    Que é uma necessidade também não resta dúvida, pois é a necessidade da troca para a sobrevivência.

    Paixão? É uma questão de opção. Uns tem paixão por viagens, outros por música e outros por compras de determinados objetos. Desde que a pessoa se prepare para viver este tipo de paixão sem prejuízo de qualquer espécie: física, material ou emocional, neste caso não será denominado compulsão.

    Quando a compulsão de compra é considerada doença, é quando a pessoa não passa um dia sem comprar alguma coisa mesmo que não esteja precisando, mesma que já possua vários iguais, mesmo que a própria pessoa saiba que o ato é desnecessário naquele momento mas não consegue parar, que todo momento de folga ela volte seu pensamento para compras, que possua sintomas do mal estar causado pela abstinência de comprar. Diante de todos esses sintomas é hora de correr e buscar ajuda, antes que as perdas sejam irreparáveis, antes que as recaídas causem danos e danos e danos.

    Nessa época do ano fala-se muito do consumismo por motivo de natal, virada de ano e férias, porém cabe a cada um de nós observar até que ponto é prazer, necessidade, paixão ou doença.


    Ana Stuart
    é psicóloga e terapeuta familiar

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