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    Ana Stuart Ana Stuart 01/04/2008

    A psicologia do comportamento alimentar

    Foto de uma pessoa comendo um pão vorazmente Vamos começar falando do IMC (Índice de Massa Corporal), é o índice que divide o peso em kg pelo quadrado da estatura em metros. O peso considerado ideal esta associado ao IMC com uma menor tacha de mortalidade. Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), o peso normal situa-se entre 18,5kg/m2 e 25 kg/m2, os valores situados entre 25 kg/m2 e 30 kg/m2 indicam excesso de peso, o superiores a 30 kg/m2 indicam obesidade. Calcula-se esse índice dividindo-se o peso pela altura ao quadrado (pegue sua calculadora e faça seu calculo agora). Serve de alerta também para os que estão situados abaixo de 18,5 kg/m2 .

    Imagine o nosso corpo sendo medido por metro quadrado - como uma casa - só que essa casa anda, e para isso precisamos de um motor eficiente. Partindo do princípio que longas caminhadas cotidianas aumentam a expectativa de vida; que dietas curtas e drásticas contribuem para a mortalidade elevada; que o efeito sanfona - que é o engorda e emagrece por não conseguir de forma duradoura a perda do peso, sendo também considerado uma compulsão -; que a bulimia oral e anal, a anorexia nervosa são fatores de elevados índices de mortalidade; concluímos que o motor que conduz nossa casa não está em bom funcionamento. É o que chamamos de transtorno do comportamento alimentar.

    Nos anos 90, descobriram o hormônio da antiobesidade (leptina) - que regula e ingestão da comida -, deduzindo-se que pessoas obesas não produzem leptina suficiente. Nada comprova que a obesidade seja hereditária, mas é inquestionavelmente genética.

    Chamamos de comedor reprimido aquele individuo que está motivado para fazer o controle alimentar consciente, só que o comedor reprimido não pode se distrair ou se aborrecer, pois automaticamente ele deixa de atentar para o que come e quando percebe que ultrapassou ao limite da dieta renuncia consciente e totalmente ao controle, até alcançar o nível mais alto da sua zona de indiferença.

    A orientação consciente é trabalhosa e requer mais atenção para controlar calorias do que para desfrutar da comida - tanto no caso da obesidade, quanto no da anorexia. Outro fator preponderante é o efeito contrário - quando nosso motor nos leva para o buraco e estamos vendo e não conseguimos detê-lo. Como por exemplo: "Começarei meu controle alimentar amanhã" (seja com qualquer hábito nocivo), o efeito contrário é quando no dia seguinte me descontrolo em dobro como se o mundo fosse acabar naquele momento ou como se tivesse que fazer a despedida desesperada daquele ato nocivo.

    Para que a nossa casa seja bem conduzida, vamos atentar sobre com o está sendo cuidada, não nos distraindo do bom funcionamento do nosso motor!


    Ana Stuart
    é psicóloga e terapeuta familiar

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