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    Ana Stuart Ana Stuart 30/04/2008

    Domino a máquina, o homem ou a mim mesmo

    Ilustração de uma criança estudando matemática Antigamente media-se a inteligência através do QI (Quociente de Inteligência).

    Howard Gardner demoliu este conceito criando a teoria das habilidades múltiplas, formulada em 1982, declarando este psicólogo americano que o seu interesse maior é o de estimular virtudes e talentos humanos do que medi-los.

    Acreditava-se que no cérebro existia um único computador, onde se funciona bem, a pessoa é inteligente; se funciona de forma razoável, o portador consegue um resultado mais ou menos satisfatório; em contra-partida, se funciona mal, coitado do dono deste equipamento, será considerado "tolo" e incapaz de estabelecer relações coerentes.

    Ele acreditava ainda que existem pessoas dotadas de grande talento artístico ou com habilidades para números e xadrez que, no entanto, são incapazes de compreender os outros e manter relacionamentos, sendo que na medicina oficial estes casos são considerados patológicos, mas Gadner sustenta que são fenômenos normais. Observa-se também que, independente do desempenho escolar ter sido excelente ou não, alguns profissionais são bem sucedidos.

    Para ajudar as pessoas a encontrarem a profissão que melhor se encaixa é preciso montar um quebra-cabeça, ou seja, observar suas habilidades ou talentos, seus interesses e sua inteligência emocional.

    Suas habilidades podem ser lingüística, lógico-matemática, espacial, corporal-cinestésica (atletas ou dançarinos), interpessoal (capacidade de compreensão de sentimentos alheios), intrapessoal (expressa pelo autoconhecimento); musical e naturalística (relação da pessoa com a natureza).

    Para ajudarmos o indivíduo a se encontrar em termos profissionais satisfatórios e prazeirosos no quebra-cabeça, devemos levar em conta se o mesmo possui facilidade para lidar com máquinas ou com gente, se sua inteligência emocional está amadurecida a ponto de aceitar que pode ser um bom comunicador não apenas só para vencer a própria timidez, mas também porque possui habilidade lingüística e interpessoal.

    O gerente de uma empresa pode ter a mente perfeitamente organizada e revelar-se um desastre para motivar funcionários. Um dentista pode possuir senso estético, habilidade mecânica, ser excelente no que faz, mas um desastre no intrapessoal. Um navegante pode ser excelente na inteligência espacial e na naturalística mas, difícil no interpessoal. Como também posso pegar um indivíduo com mania de conferência (diagnosticado com o TOC - transtorno obsessivo compulsivo) e colocá-lo como bibliotecário de uma grande universidade, onde se sairá muito bem e certamente dará conta do recado.

    Enfim, lembrando a fábula da escolinha dos bichos onde o pássaro queria aulas de vôo, o coelho aulas de pulo, o pica-pau aulas de furo e cada animal querendo aulas onde aprimorariam as própria habilidades e que no final das contas todos sairam machucados, pois na hora do vôo livre o coelho se esborrachou todo. Moral da história: não exigir que o outro seja como eu, respeitar as diferenças, olhar cada ser como único e inteligente, de acordo com as habilidades e talentos que possua, observando-se que a única inteligência que é única para todos é a inteligência moral.


    Ana Stuart
    é psicóloga e terapeuta familiar

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