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    Ana Stuart Ana Stuart 31/10/2008

    Stress

    foto de um homem de costas e com a mão na cabeça, parecendo nervoso, estressado Até que ponto o stress pode fazer adoecer, nos levando a matar ou a morrer?

    Olhando para o lado fisiológico, os neurônios acionam reações em cadeia em órgãos e glândulas.

    O CRH (Hormônio Liberador de Corticotropina) é um estimulante que desencadeia a reação do stress, que por sua vez faz com que a glândula libere ACTH (Hormônio Adrenocorticotrópico) na corrente sangüínea.

    É tudo muito rápido e em cadeia, alterando, independente da nossa vontade, respiração, pressão sangüínea, digestão e etc..

    Sendo que, no momento em que a situação estressante termina, todo este mecanismo deve cessar rapidamente para que os órgãos afetados também se recuperem rapidamente.

    Mas e quando as circunstâncias externas não permitem esse desligamento e os órgãos não conseguem relaxar?

    Imaginemos esta situação de forma repetida e contínua. É uma tensão crônica e assim muitos órgãos de nosso corpo são atingidos de forma implacável.

    Os sinais de alerta são muitas vezes sutis e imperceptíveis aos que convivem com o sujeito estressado, que vai da criança ao idoso.

    Os efeitos mais comuns do sinal de alerta normalmente aparecem na pele, que embora muitos não saibam "é o que há de mais profundo em nós" - aliás quando o stress se manifesta na pele é um bom sinal, está saindo.

    Mas quando se instala nos órgãos vitais e no sistema nervoso, aí sim o perigo é iminente. Na verdade o stress provoca "muito" esforço nos órgãos.

    Imagine conviver com alguém ligado a 200km/h. Agora imagine conviver com alguém ligado a 10km/h. O tamanho do stress será o mesmo.

    Agora imagine você estressado, sem sentir ou perceber, causando um curto-circuito a sua volta e culpando a todos. Este é o grande perigo, pois além de estressado inconsciente, digamos "um hospedeiro", você estará desencadeando o stress em cadeia familiar.

    Já o estressado consciente que não consegue cessar a conduta agressiva, se não der um basta externo aí sim pode ocorrer um óbito, pois normalmente este indivíduo não consegue se acalmar sozinho.

    Alexitimia

    O termo "Alexitimia" significa "paciente que tende a somatizar", ou seja, comunica um transtorno psicológico sob a forma de distúrbio físico. E isto só ocorre naquele que possui enorme dificuldade de exprimir os próprios sentimentos. Este indivíduo alexotímico estará sempre em tratamento com diagnóstico de stress emocional. Mas o que se vê aí é apenas a ponta do iceberg, pois as causas reais estão lá nas profundezas, onde não quero ou não consigo alcançar sozinho.

    Portanto, podemos observar que o stress, além de causar graves danos ao próprio indivíduo, provocará reações em cadeia na maior parte das vezes com somatizações, depressões mascaradas e o que é pior , baixa significativa no sistema imunológico.

    Por tudo isso e muito mais devemos ter muito cuidado ao lidar com o próprio stress ou com o stress alheio, pois além de todas as doenças já citadas, e o óbito, existem os danos emocionais que ocorrem quando o indivíduo mata as próprias emoções e as alheias, tornando-se um morto vivo ou criando fantoches a sua volta.


    Ana Stuart
    é psicóloga e terapeuta familiar

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