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    Ana Stuart Ana Stuart 6/8/2009

    Existe uma linha muito tênue entre o saudável e o patológico

    Pessoas com alucinações auditivas muitas vezes estão ouvindo sua fala interior.

    As que falam sozinhas estão reafirmando suas crenças ou simplesmente respondendo a estas vozes.

    O uso abusivo de drogas também pode desencadear os sintomas acima citados, que são as chamadas comorbidades.

    Muitas vezes é difícil diferenciar o que desencadeou o quê.

    A esquizofrenia é uma doença da mente psicótica que caracteriza ausência de sentimentos e que pode ter origem comum com o autismo.

    É interessante que nestes casos sejam adotadas terapias psicológicas a curto prazo, associadas a terapias familiares e à terapia medicamentosa. Sem esquecer que a terapia espiritual da forma que cada um a conceba também seja adotada.

    Muitas vezes sofremos por ignorar e não por sermos ignorantes.

    Os neurocientistas continuam suas pesquisas para descobrir fatores desencadeantes que levam a pessoa a estas desordens mentais.

    Até que ponto os abusos sexuais levam a pessoa a fugir da realidade? Ou até que ponto a pessoa com delírios paranóicos de perseguição tiveram experiências reais de perseguição e vitimação, levando-as a verem ameaças em tudo e em todos?

    Atualmente está muito comum as pessoas rotularem reafirmando esquizofrenia, bipolaridade, autismo, transtorno obsessivo-compulsivo, etc.

    Se formos ler sobre as neuroses e as psicoses, enquadraremo-nos certamente em alguma delas.

    Todos possuímos características saudáveis e não saudáveis.

    Se fomos falar da esquizofrenia propriamente dita, grandes clínicos do passado asseguravam ser uma enfermidade hereditária, que manifesta tendência destrutiva progressiva, cujos sintomas são as sonorizações do pensamento, audição de vozes sob a forma de dialogo, audição de vozes que interferem na própria atividade, roubo do pensamento e outras influências do pensamento, percepção delirante, alucinações visuais olfativas e gustativas, episódios eufóricos e depressivos, perturbações da memória, enfim, sintomas em maior ou menor grau.

    Costuma atingir jovens de espírito vivo e até brilhante na infância que ao chegar na adolescência cai na total inércia.

    Inércia caracterizada pela suspensão das faculdades cerebrais, confusão das ideias, e embotamento da inteligência.

    A Psicologia Transpessoal vem estudando a respeito deste assunto com base em um diagnostico diferencial entre experiência espiritual e esquizofrenia ou transtorno mental.

    Em São Paulo, o Instituto Visão Futuro faz esse tipo de estudo e quem tiver interesse acesse o site http://www.visaofuturo.org.br.

    Percebo que depois que o personagem “Tarso” da novela Caminho Das Índias trouxe esse assunto a tona, muitas pessoas despertaram para esse tipo de transtorno.

    Realmente devemos questionar, pesquisar e nos atualizar para distinguir, antes de rotular, o que é saudável e o que é patológico.



    Ana Stuart
    é psicóloga e terapeuta familiar

    Os autores dos artigos assumem inteira responsabilidade pelo conteúdo dos textos de sua autoria. A opinião dos autores não necessariamente expressa a linha editorial e a visão do Portal ACESSA.com

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