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    Ana Stuart Ana Stuart 6/1/2010

    Suplício e Penitência

    suplícioAntigamente os ditos “culpados” precisavam purificar suas almas através do suplício do corpo com todo tipo de tortura. Eram queimados vivos, enforcados, jogados no mar, nos rios, açoitados, jogados nas masmorras ou calabouços acorrentados, enterrados vivos, decapitados, enfim crucificados.

    O auge do suplício - o divisor de águas - foi a partir da passagem de Jesus.

    O maior código do direito foi revisto na França, no século XVIII – era o fim do renascimento e o início do Materialismo.

    Hoje o sistema judiciário impõe a penitência, por isso a existência das Penitenciárias.

    Estas considerações e comparações foram proferidas por Helena Maria Resende numa palestra que achei muito interessante. E a partir daí trouxe o tema para repensarmos juntos, já que o final do ano nos induz a fazer o balanço de nossas ações para com o nosso próximo e o próximo mais próximo que somos nós mesmos.

    Quando condenamos alguém - normalmente ocorre com mais intensidade em nossa intimidade - até que ponto submetemos esta pessoa ao suplício, ou até que ponto a penitenciamos?

    Normalmente quando se trata de casais, tudo é mais intenso. Como por exemplo, trazendo para nossa atualidade: não falamos com a pessoa, não atendemos o celular, excluímos do MSN e/ou do orkut.

    A fuga na relação é uma penitência, já a agressão física é o suplício, ainda tão vivido em nossos dias atuais.

    Entre irmãos é muito comum se penitenciarem com o silêncio de anos por não suportarem lidar com o ciúme, a disputa...Na família os mais sedentos de poder submetem os menos agressivos aos seus desejos, os jogos sado-masoquistas tão comuns entre seus membros são verdadeiros suplícios.

    Nas relações humanas quem é o mais forte ou o mais sábio?

    O fator ciúme é o maior causador de suplícios e penitências.

    Já o orgulho é o segundo no ranking.

    A culpa nos leva a auto-penitências graves, extensas e causadoras de muitas doenças, que se não detectadas a tempo podem se agravar de forma assustadora chegando ao óbito, através de vícios inclusive.

    Neste findar e iniciar de ano não vamos aumentar as tragédias, mas sim repensar no quanto podemos diminuí-las e trabalhar para eliminá-las - começando por nós mesmo é claro!



    Ana Stuart
    é psicóloga e terapeuta familiar

    Os autores dos artigos assumem inteira responsabilidade pelo conteúdo dos textos de sua autoria. A opinião dos autores não necessariamente expressa a linha editorial e a visão do Portal ACESSA.com

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