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    Dias frios provocam aumento de doenças respiratórias O tempo seco, os locais fechados e o cigarro são alguns dos motivos que atrapalham o processo de limpeza das vias aéreas causando infecções

    Marinella Souza
    *Colaboração
    13/05/2008

    É só o inverno começar a acenar para que as pessoas comecem a reclamar de doenças como otite, sinusite, amidalite, rinite, gripe, resfriado, bronquite e asma. Essas doenças são típicas dos dias mais secos.

    O pneumologista Marcos Thadeu Rangel L'Hotellier (foto abaixo) explica que nessa época as pessoas tendem a ficar confinadas em locais fechados, o que propaga os vírus. "Além disso, ocorre que as vias aéreas ressecam nessa época, a mucosa fica inchada, diminuindo a limpeza nessa região, o que desencadeia as infecções".

    A estudante Ana Carolina Soares Coelho (foto abaixo) sabe bem o que isso significa. Há três anos, ela foi passar um fim de semana em Ibitipoca e sentiu os efeitos do frio na pele.

    "Eu nunca tinha tido nada, mas estava muito frio e eu estava com amigos, acabei fumando mais do que devia e a situação ficou ruim para o meu lado". A moça conta que ela tossia muito, sentia muita falta de ar e não sabia o que fazer. De volta à cidade, procurou a médica que diagnosticou: asma alérgica provocada por mudança de temperatura.

    Foto do 
pneumnologista Marcos Thadeu L'Hotellier É preciso ter cautela quanto a essas doenças porque, uma vez não tratadas de forma adequada, pode evoluir para quadros piores no futuro. "A asma, por exemplo, é uma doença crônica e deve ser tratada como tal. Se o asmático se limitar a usar a 'bombinha' só quando tem crise e não usar um medicamento de controle, pode acontecer de os brônquios se fecharem para sempre".

    Outro risco para o qual o pneumologista alerta é a auto-medicação, que pode não resolver e até agravar o problema. "Grande parte dessas infecções são virais e não reagem a antibióticos, que são os medicamentos mais usados pelas pessoas quando começam a sentir os sintomas dessas doenças. Doses e tempo de tratamento errados podem tornar essa infecção ainda mais resistente", adverte.

    Cigarro

    O pneumologista explica que o tabaco predispõe o indivíduo às infecções das vias aéreas porque diminuem as defesas imunológicas. Ele causa inibição das vias aéreas, impedindo a limpeza, que é responsável pela excelência do processo respiratório.

    Ana Carolina teve que adoecer a ponto de não conseguir se locomover sozinha para entender que era hora de parar de fumar, mas aprendeu a lição. "Eu fumei durante cinco anos e depois desse episódio, não tinha outra alternativa, a não ser abandonar o hábito. Foi um processo difícil, mas eu consegui parar sozinha".

    foto de Ana Carolina Soares O pneumologista garante que essa foi a atitude mais acertada que ela poderia ter tomado, porque o tabagismo é a maior causa de doenças evitáveis no mundo. "O cigarro provoca, além das doenças respiratórias, outras como infarto, câncer, doenças do aparelho digestivo, enfim, coisas que podem ser evitadas com um hábito de vida saudável".

    Ana Carolina conta que depois que parou de fumar, sua vida mudou para melhor, porque ela se livrou do desconforto da falta de ar. "Meu condicionamento físico melhorou demais, percebi isso quando voltei a malhar e vi que rendia muito mais. Além disso, melhorou também a qualidade de vida das pessoas que convivem comigo porque deixaram de ser fumantes passivos. Isso sem contar no cheiro nas roupas, no hálito", comemora.

    Como se cuidar

    O médico dá algumas dicas para a pessoa evitar as crises durante o inverno. Ele garante que uma alimentação saudável, bastante líquido, ambientes arejados já são um grande começo para que esse tipo de infecção não se instale no organismo.

    "Outras dicas que podemos citar é lavar sempre o nariz com soro fisiológico, para garantir que ele não resseque; lavar as roupas de inverno um pouco antes da estação para evitar que elas fiquem com cheiro de guardado ou de mofo e, claro, parar de fumar ou evitar fumar em lugares fechados e jamais auto-medicar-se".

    foto de pessoa fazendo bombinha contra asma Ana Carolina ainda acrescenta um detalhe, com o aval do pneumologista: "ter sempre um agasalho à mão, mesmo nos dias quentes". A recomendação se justifica porque em Juiz de Fora é comum termos mudanças bruscas de temperatura e as pessoas que sofrem com as doenças respiratórias não podem ficar vulneráveis a elas.

    L'Hotellier ressalta, ainda, a importância da vacinação para os doentes respiratórios. "A vacina contra a gripe é fundamental para que o doente se previna. Embora a campanha seja destinada aos idosos, pode e deve ser tomada por pessoas que apresentam doenças como asma e bronquite, porque estão mais suscetíveis às variações do tempo", arremata.

    *Marinella Souza é estudante de Comunicação Social na UFJF

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