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    Crises alérgicas aumentam no inverno As manifestações mais comuns são as rinites e as asmas.
    Os sintomas podem parecer os de uma gripe ou resfriado

    Daniele Gruppi
    Repórter
    14/5/2009

    É só frio se aproximar que a professora Carolina Miranda, 25 anos, começa a espirrar, tem corizas e sente o nariz entupido. Os sintomas, que parecem ser de gripe, são de rinite alérgica.

    Segundo o alergista Aristeu José de Oliveira, no inverno, período em que o ar está mais seco, os casos de alergia se tornam mais frequentes. Só no consultório do médico, os atendimentos a pessoas com crise crescem 40%.

    "É uma estação em que as infecções respiratórias por vírus aumentam e elas acabam desencadeando a alergia. As mudanças bruscas de temperatura também contribuem para aumentar a incidência", explica.

    Além da rinite, outra manifestação alérgica comum na época é a asma. Aristeu esclarece que a alergia é geneticamente determinada. "É o excesso de sensibilidade do organismo diante de determinadas proteínas existentes no ambiente, como os ácaros, que penetram no corpo e são estranhos a ele."

    Apesar de a doença ser mais comum em crianças abaixo dos dez anos, pode aparecer em qualquer idade. "Às vezes, surge na infância e depois na fase adulta volta a se manifestar." Para saber se a pessoa tem predisposição à alergia, Aristeu afirma ser preciso consultar um médico e fazer testes, que podem ser cutâneos ou de sangue.

    Tratamento

    remédiosComo a doença é crônica, o tratamento surte resultados a médio e longo prazo. Muitas pessoas acabam desistindo. Carolina revela que já fez tratamento, mas que o interrompeu. "Na época, senti o resultado. Mas como não valia só ficar tomando remédios, era necessário que mudasse alguns hábitos, como manter distância do meu cachorro, parei de fazê-lo." Ela afirma que aprendeu a conviver com a doença.

    O médico, entretanto, alerta para importância de continuar o tratamento. "As alergias podem dar origem a outras complicações, como sinusite e pneumonia." Conforme o alergista, estudos revelam que a qualidade de vida de uma pessoa alérgica cai durante as crises. "Passa a ter desatenção, deixa de ir à escola ou ao trabalho."

    Ele também orienta sobre os perigos da automedicação. "O médico, quando prescreve um remédio, sabe dos riscos para o paciente que vai tomá-lo. Quem se automedica não sabe. Há alguns antialérgicos que são contraindicados para quem toma remédios controlados, outros para quem tem diabetes e ainda para quem tem glaucoma."

    Prevenção

    Aristeu diz que é possível prevenir a alergia. O fator determinante para que a doença se manifeste pode estar dentro de casa. É preciso evitar carpetes, tapetes e cortinas. Todos eles facilitam a sobrevivência dos agentes agressores, como os ácaros.

    Outra medida é manter a casa limpa. Entretanto, o alérgico não deve participar da faxina. A residência deve ser ventilada e a pessoa que tem predisposição deve evitar ficar em locais fechados. Os travesseiros e cobertores que estão guardados há muito tempo devem ser lavados.

    O médico ressalta ainda que os alérgicos devem tomar vacina contra a gripe. Apesar de as campanhas de vacinação terem foco nos idosos, é fundamental as pessoas que sofrem de asma e rinite alérgica receberem a imunização.

    Os textos são revisados por Madalena Fernandes

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