Cirurgias plésticas podem ajudar candidatas ao Miss Brasil Gay

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Cirurgias plásticas podem ajudar candidatas ao Miss Brasil GayMisses Piauí e Tocantins Gay 2011 fizeram intervenções no rosto exclusivamente para a disputa. Miss São Paulo aproveitou cirurgia de septo para fazer alteração estética

Clecius Campos
Subeditor
18/8/2011

O concurso Miss Brasil Gay 2011 será realizado neste sábado, 20 de agosto, e, além de ser uma vitrine para a apresentação de trajes típicos e de vestidos de noite, promete ser um evento em que rostos modificados por cirurgias plásticas serão apresentados. Pelo menos duas candidatas que estão no páreo, as misses Piauí e Tocantins, submeteram-se a intervenções nos rostos como parte da preparação para levar a faixa e a coroa de transformista mais bela do Brasil.

A Miss Tocantins Gay 2011, Guiga Barbieri, passou por uma série de cirurgias faciais que contemplaram uma rinoplastia, com redução do nariz, e bioplastias nas maçãs do rosto, na boca e na mandíbula. As cirurgias foram feitas, exclusivamente, para subir à passarela do evento. "Fiz só para o Miss Brasil. Acho que para participar de um concurso em que a concorrência é tão grande, é preciso fazer os ajustes. Fiquei com traços bem delicados." A transformista afirma que investiu R$ 18 mil só nas intervenções.

A Miss Piauí Gay 2011, Raika Bittencourt, também se submeteu a bioplastias nas maçãs do rosto, no ângulo formado entre o osso frontal e o osso nasal, no queixo, na linha da mandíbula, na boca e na sobrancelha. "O cirurgião tirou diversas fotos e foi identificado que eu precisava de pontos de luz no rosto. Definimos o que deveria ser feito e procedemos com as intervenções. Fiz tudo exclusivamente para o concurso." A candidata acredita que o uso da cirurgia plástica para agradar nas passarelas de competições de beleza é uma tendência. "Até entre as mulheres, no Miss Brasil, as candidatas que querem ganhar acabam vendo a necessidade de fazer as plásticas." Raika gastou R$ 10 mil nas correções.

A Miss São Paulo Gay 2011, Sheila Xiss, passou por uma cirurgia no nariz, mas afirma não ter sido motivada pelo concurso. "Há quatro anos fiz uma rinoplastia, mas não obtive bons resultados na correção do desvio de septo. Fiquei com a respiração ruim. Aproveitei que precisava de corrigir e fiz também uma correção estética. Nada relacionado diretamente ao concurso, mas vai me beneficiar." A cirurgia custou R$ 7 mil. Além da plástica, Sheila investe em outras modificações no rosto como aplicações de botox, depilações a laser e peelings.

Os textos são revisados por Thaísa Hosken