Segunda-feira, 14 de janeiro de 2008, atualizada às 17h20

Preço do material escolar chega a variar 1.680% de uma papelaria a outra em Juiz de Fora


Priscila Magalhães
Repórter

Uma pesquisa realizada pelo Procon mostra que os consumidores vão precisar andar muito para comprar o material escolar a preço menos salgado. Alguns ítens têm variação de até 1.680% de um estabelecimento a outro, como é o caso da lapiseira simples 0.5, com grafite. O preço varia de R$ 0,50 a R$ 8,90.

Foram 27 produtos pesquisados em sete papelarias da cidade. Os outros produtos que também atingiram uma variação elevada foram a caneta comum, que tem o menor preço a R$ 0,49 e o maior a R$ 2,49, o que representa uma variação de 408,16%, e a borracha bicolor, com variação de R$ 0,19 a R$ 0,99 (421%). Um apontador está custando de R$ 0,15 a R$ 0,45, o que representa variação de 400%.

O fichário, que praticamente substituiu o caderno, apresentou variação de 345,88%, sendo que o maior valor encontrado foi de R$ 37,90 e o menor foi de R$ 8,50. Já o caderno de 80 folhas, apesar de uma variação alta, não se iguala ao fichário. O item encontrado de R$ 1,70 a R$ 4,50 (164,7%).

Apresentando menor variação estão a folha de papel A4, com 100, e a tesoura pequena sem ponta. O primeiro pode ser encontrado de R$ 2,50 a R$ 2,60, o que representa 4%. A tesoura varia de R$ 2,88 a R$ 3 (4,16%).

A assistente executiva do Procon, Clarisse Pereira, diz que a pesquisa foi realizada como forma de ajudar os pais a evitarem o endividamento desnecessário. "Queremos orientar os pais e os alunos durante a compra". E faz um alerta. "É preciso que os consumidores tenham bastante atenção, porque existe variação entre as mesmas marcas, de um local a outro. Enquanto um produto está em promoção, outro está muito acima do preço".

Com relação à lista de material, Clarisse disse que os pais não são obrigados a comprarem itens de higiene pessoal, como sabonete, papel higiênico ou pasta de dente. "A lei 9.870 proíbe que estes itens sejam pedidos na lista. Mas se alguma escola pedir, os pais não precisam comprar. Os custos com estes produtos devem ser inseridos no valor da mensalidade".

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