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    Sexta-feira, 17 de janeiro de 2014, atualizada às 16h53

    Consumidor deve ficar atento às taxas e condições na hora de financiar um imóvel

    Eduardo Maia
    Repórter
    Financiamento de imóvel

    Comprar um imóvel pode ser, para muitos, a realização de um sonho e que, portanto, exige atenção aos detalhes da negociação, principalmente na hora de um financiamento. Pesquisa recente divulgada pela Proteste - Associação de Consumidores detalha as taxas estipuladas pelos oito maiores bancos do país. O estudo constatou que o consumidor pode economizar até R$ 368 mil se souber pesquisar bem as taxas de juros e demais custos do financiamento.

    Na pesquisa, foram analisadas as taxas e condições do Banco do Brasil, Banrisul, Bradesco, Caixa Econômica Federal, Citibank, HSBC, Itaú e Santander. Foram levados em conta três cenários diferentes – todos com 80% de valor financiado, pago em 30 anos, com exceção do Banco do Brasil, que tem prazo máximo de financiamento de 25 anos nos perfis 1 e 2. Confira a pesquisa completa, na publicação Dinheiro e Direitos.

    O diretor do Serviço de Defesa do Consumidor da Câmara Municipal de Juiz de Fora (Sedecon), Carlos Alberto Gasparete, recomenda à pessoa que deseja comprar um imóvel analisar todas as condições que estão sendo propostas na assinatura de um contrato. "As pessoas infelizmente não costumam fazer uma análise do que estão assinando. Tem coisas que a pessoa assina e que ela não é obrigada a aceitar. Por exemplo, abrir conta no banco que é o agente financeiro", alerta.

    Gasparete cita algumas estratégias que os agentes usam para agregar custos ao financiamento. "Os bancos fazem praticamente vendas casadas, com seguro e outros encargos embutidos. Vão imputando uma série de obrigações extra ao financiamento do imóvel. Determinada agência não pode lhe obrigar a abrir uma conta e eles vinculam uma coisa à outra. A pessoa está fazendo um financiamento de um imóvel, não é obrigada a fazer uma abertura de conta", exemplifica.

    Análise das taxas

    A empolgação e a ansiedade pela compra do imóvel podem se tornar fatores prejudiciais para uma negociação tranquila. "É preciso frieza na hora de analisar o financiamento, não se empolgar porque está comprando um imóvel, e, se possível, contratar uma assessoria com uma informação técnica. Questionar: é necessário pagar esta taxa? Por que isto é cobrado?. Exija do banco, quando for assinar o contrato, um resumo técnico, explicando o que está pagando: prestação, seguro", recomenda o diretor do Sedecon.

    O despachante imobiliário Paulo Tolendato destaca que a falta de relacionamento com o banco pode encarecer o Custo Efetivo Total (CET) do imóvel. "A pessoa não é obrigada a abrir a conta no banco, mas isso pode aumentar as taxas e impactar no custo do imóvel, a longo prazo". A pesquisa da Proteste aponta para este fator: para o cliente que possui conta salário na Caixa e utiliza serviços disponibilizados pela instituição, o valor do CET é 9,07% ao ano. Já quem prefere não ter relacionamento com o banco, a não ser o financiamento, vai arcar com CET maior, de 10,05% ao ano.

    É importante destacar que o seguro de Morte e Invalidez Permanente (MIP) e o seguro de Danos Físicos do Imóvel (DFI) devem ser incluídos, obrigatoriamente, nos contratos de financiamento imobiliário. Tanto um quanto o outro vão afetar o valor das parcelas mensais a serem pagas. Manter relacionamento com o banco é outra forma de economizar.

    Procura por especialistas na hora de negociar

    A procura de especialistas para garantir e auxiliar no processo de reunir a documentação deve, também, ser analisada com atenção. "Procurar um advogado pode ajudar ou algum corretor que seja especialista em financiamento. Algumas pessoas optam pela contratação de um despachante imobiliário. Se ele tiver conhecimento de mercado, gabarito para dar a informação adequada, nada impede de procurar, mas tem que ser um cara que tenha experiência. O consumidor não é obrigado a pagar pela intermediação do negócio. Alguns agentes contratam um despachante para regularizar a documentação e isso é repassado ao consumidor. Não é obrigação do consumidor arcar com estes pagamentos e que na realidade ele acaba pagando, pela falta de critério."

    Financiamento por agente ou direto com a construtora

    Tolendato explica que a diferença de financiamentos com agentes financeiros ou construtoras. Segundo o profissional, a construtora pode dar a opção de apenas um agente, tirando a opção de escolha do agente por parte do consumidor. "Normalmente a construtora se filia a alguma agência, cria um cadastro para o imóvel toda as ações, da planta até a entrega são feitas por ali. Noutro tipo de financiamento, a pessoa tem a opção de buscar qualquer agente financeiro, analisar as taxas e ver o que lhe é mais conveniente", diz.

    Para Gasparete, o mais importante é que a pessoa solicite todas as informações para saber quais são as melhores condições. "O banco tem que dar a informação sobre o que o cliente está pagando, exatamente para que antes de assinar, o cliente saiba o que está fazendo", conclui.

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