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    Quarta-feira, 30 de julho de 2014, atualizada às 14h49

    Justiça decide indenizar casal após morte de criança em casamento

    Justiça 

    O bufê Rafefa Serviços e Festas Ltda., de Juiz de Fora/MG, vai indenizar um casal em R$ 20 mil por danos morais, além de R$ 3 mil por danos materiais, após a queda de uma parede em uma festa de casamento, que causou a morte de uma criança. A decisão é da 9ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG).

    O fato ocorreu em 2011. Segundo o processo, o casal contratou o bufê para a realização da cerimônia de casamento, realizado em 29 de outubro de 2011. No contrato, estavam inclusos a cessão do salão de festas, para 160 convidados. Por volta das 21h30, uma das paredes do salão caiu e matou um menino de cinco anos, sobrinho-neto do casal.

    Em 2012 o casal entrou na justiça para requerer indenização por danos morais e a restituição de todo o valor pago à empresa, R$ 5.297, mais R$ 5.800, referentes aos gastos com som, fotografia, filmagem, confecção do vestido de noiva e decoração, totalizando R$ 11.097.

    O bufê tentou se eximir da culpa, alegando que foi apenas o locador do imóvel. Segundo ele, a responsabilidade pelo acidente seria do dono do imóvel.

    O juiz de primeira instância, no entanto, acatou as reivindicações do casal e fixou a indenização por danos morais em R$ 20 mil, condenando o bufê a ressarcir ao casal a quantia de R$ 11.097 pelos danos materiais.

    O bufê recorreu ao Tribunal de Justiça. O relator do recurso, desembargador Pedro Bernardes, afirmou que "o serviço contratado não se limitou ao fornecimento das comidas e bebidas; foi expressamente acordado que o local onde a festa ocorreu também seria disponibilizado pelo bufê, de modo que todo evento decorrente da estrutura do imóvel também entra no âmbito de sua responsabilidade".

    Ainda segundo o relator, foi por meio do bufê que o casal e seus convidados tiveram acesso ao imóvel, "de modo que ele é responsável pela queda do muro, independentemente do fato de não ter sido encarregado da sua construção".

    O relator confirmou a condenação por danos morais, sustentando que "em razão da queda do muro faleceu um ente querido do casal, o que por si só gera dano moral de grande expressão. Além disto, os recorridos não tiveram uma festa de casamento na forma como idealizaram e prepararam por tanto tempo".

    Com relação aos danos materiais, o relator modificou em parte a sentença. Ele entendeu que não cabe ressarcimento pelos gastos com o vestido de noiva e a decoração, R$ 2 mil. "O vestido foi usado pela noiva, assim também como foi feita a decoração ambiente, serviços estes que não deixaram de ser usufruídos", afirmou.

    Com relação aos demais serviços, que tiveram o custo de R$ 9.097, o relator entendeu que a indenização deve ser proporcional ao tempo de festa ocorrido, não podendo ser integral. "Mesmo que a festa tenha se encerrado prematuramente, parte do serviço foi usufruído pelo casal", afirmou, reduzindo o valor da indenização por danos materiais para R$ 3.092,98.

    O desembargadores Luiz Artur Hilário e Márcio Idalmo Santos Miranda votaram de acordo com o relator.

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