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    Terça-feira, 3 de novembro de 2015, atualizada às 16h58

    Obra resgata tradição alemã através do potencial cervejeiro de Juiz de Fora

    Angeliza Lopes
    Repórter
    livro

    Em busca de despertar a atenção para as raízes alemãs deixadas pelos imigrantes em Juiz de Fora, através do cultivo da cerveja artesanal, que o empresário e professor de alemão Alexandre Hill Maestrini lançou seu livro "Cerveja, Alemães e Juiz de Fora" - História do Polo Cervejeiro. A obra faz um resgate dos grandes centros de venda da bebida tradicional germânica na cidade, anos após a chegada dos primeiros imigrantes, além de reunir 74 novos produtores que tornam atual o consumo do "pão líquido" rico em sabores e cultura.

    Maestrini conta que a ideia inicial era fazer um artigo que trouxesse para a atualidade as influências das tradições alemãs, com foco no consumo da cerveja artesanal no município, "mas o número de interessados foi crescendo e acabou resultando em um livro. Quis resgatar fatos importantes dos produtores históricos, entender a ascensão, o declínio e o renascimento da indústria cervejeira em nossa cidade, o porquê que estas pessoas começaram a fazer cerveja, qual sua ligação com as tradições alemãs e como Juiz de Fora já pode ser considerada um dos maiores polos cervejeiros no país", destaca.

    livroPara lançar o livro, o autor fez mais que uma noite de autógrafos, reunindo em torno de 300 pessoas que puderam degustar 100 tipos cervejas, desde as com rótulos tradicionais na cidade até aquelas de produção para consumo próprio, no dia 24 de outubro, no Independência Trade Hotel. O autor também amante da bebida, já produziu 50 garrafas em sua casa, e completa que além dos participantes que estão registrados no livro, outro 30 aguardam uma segunda edição para contarem sua paixão pela cerveja.

    Descendente das primeiras famílias germânicas que chegaram no município, ele viveu por 20 anos na Suíça Alemã, retornando em 2011 para o Brasil direto para a capital mineira. Ao retornar para sua cidade natal neste ano, abriu o Instituto Autobahn, de aulas de alemão.

    Cervejarias ressurgem em 99

    O autor relata que a história do renascimento das cervejarias em Juiz de Fora recomeça em 1999, com a chegada da Mercedes Benz. Desde então, o deguste ficou cada vez mais apurado e a cidade não largou mais os sabores especiais da bebida, que, atualmente, vive uma explosão produtiva aliada ao crescimento do número de apreciadores.

    Com a criação da ACERVA da Zona, a Associação dos Cervejeiros da Zona da Mata, em agosto de 2014, o número de produtores e o movimento cervejeiro não para de crescer. "Existem mais de 100 cervejeiros na cidade: entre eles estão os microcervejeiros profissionais, os cervejeiros de fim de semana, os cervejeiros caseiros e os cervejeiros ciganos. A intenção é tonar as cervejarias uma nova atração turística para a cidade", afirma Maestrini.

    Livro

    Os interessados em adquirir um exemplar podem procurar nos seguintes pontos: Empório Estrela Sul, Empório da Casa no Bairro Aeroporto, Vonhansen – loja de produtos para cervejeiros no bairro Marilândia, Independência Trade Hotel, Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Juiz de Fora (SHBRSJF) e Associação Brasileira de Bares e Restaurantes da Zona da Mata (ABRASEL-ZM).

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