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    Qual TV devo comprar para assistir aos jogos da Copa do Mundo 2018?

    Nome do Colunista Marcos Dalamura 15/05/2018

    Caros leitores do Portal Acessa.com. Meu nome é Marcos Dalamura, sou funcionário público, professor universitário, Webmaster e um entusiasta de tecnologia. Mensalmente teremos um encontro aqui no Portal ACESSA.com, com novidades e tendências de tecnologias, com uma abordagem simples e clara. Diariamente nos deparamos com diversas inovações, por isso gostaria de compartilhar com vocês estas novidades. Sintam-se à vontade para dar sugestões de temas. No final da coluna, teremos o INFO BITS, onde mostraremos dados estatísticos relacionados à Tecnologia. Boa leitura!

    Qual TV devo comprar para assistir aos jogos da Copa do Mundo 2018?

    Para quem ainda não sabe, o sinal analógico de TV será substituído gradativamente pelo sinal digital, deixando de funcionar em pouco tempo. Com isso, as televisões CRT (antigas TV´s de tubo) deixarão de funcionar. A TV Integração, que transmite a Rede Globo para a Zona da Mata e outras regiões de Minas Gerais, vem anunciando que a mesma deixará de transmitir o sinal analógico para as cidades de Juiz de Fora e Matias Barbosa a partir de 5 de dezembro de 2018, ou seja, a partir desta data, estas duas cidades só receberão o sinal digital da Rede Globo. E quem ainda não tem uma TV com conversor digital nestas cidades, o que fazer? O proprietário da TV deverá adquirir um conversor digital e uma antena externa UHF, conectando a mesma ao conversor, e este ao televisor. Em seguida, deverá fazer a sintonia dos canais digitais. Outra opção é adquirir um novo aparelho de TV que já tenha o conversor digital embutido. Mas qual aparelho devo adquirir?

    Como hoje em dia a maior parte dos lares brasileiros possui acesso à Internet, não aconselho comprar uma simples TV. O ideal é já comprar uma Smart TV, que além de possuir todas as funções de uma TV, você poderá instalar aplicativos na mesma e acessar a Internet através dela. Um exemplo de aplicativo e um dos mais utilizados atualmente é o Netflix, provedora global de filmes e séries de televisão via streaming - a tecnologia streaming é uma forma de transmissão instantânea de dados de áudio e vídeo através de redes. Por meio do serviço, é possível assistir a filmes ou escutar música sem a necessidade de fazer download, o que torna mais rápido o acesso aos conteúdos online; atualmente com mais de 125 milhões de assinantes em todo o mundo (trata-se de um aplicativo com mensalidade).

    Os aparelhos disponíveis no mercado apresentam diversas especificações que adiam a escolha do consumidor: tamanho da tela, resolução, frequência, conectividade e som são itens que devem ser levados em consideração antes de comprar um novo aparelho:

    • Tamanho da tela: Um dos primeiros itens lembrados pelo consumidor é o tamanho da tela. Os diversos tamanhos comercializados atualmente (32, 40, 43, 49, 55, 70 polegadas) correspondem à medida da diagonal da tela. Além de planejar se a televisão ficará em cima de um móvel ou pendurada na parede, é importante levar em conta o tamanho do ambiente onde a televisão ficará. Existem alguns métodos para medir o tamanho ideal da televisão. O mais simples deles diz que o usuário deve ficar a uma distância duas vezes maior que a medida da diagonal da tela. Para fazer o cálculo, o usuário deve multiplicar o tamanho da tela por dois e, em seguida, multiplicar novamente por 2,54 (valor em centímetros, correspondente a 1 polegada). Como exemplo, uma TV de 49 polegadas, o cálculo deverá ser 49 (polegadas) x 2 x 2,54. Portanto, a distância ideal para assistir uma TV deste tamanho é 248,92 centímetros, ou aproximadamente 2,5 metros;
    • Resolução: Mesmo que a televisão tenha muitas polegas, o que definirá a qualidade é a resolução da mesma. O termo calcula quantos pixels a TV consegue exibir, ou seja, quantos pontos são usados para formar a imagem. Por isso, quanto maior a resolução, mais definida será a imagem. Atualmente, o modelo mais comum é o Full HD (ou alta definição), com resolução de 1.920 x 1.080 pixels – o número calcula a quantidade de pontos na horizontal e na vertical, respectivamente. Em televisões menores, a resolução pode ser apenas em HD, com resolução de 1.280 x 720 pixels. Por outro lado, algumas fabricantes passaram a oferecer ainda mais qualidade. Uma delas é a Ultra HD, também conhecida como 4K. Com 3.840 x 2.160 pixels, a qualidade possui quatro vezes mais definição que as TVs em Full HD. Alguns modelos contam com resolução em Ultra Full HD, ou 8K. Neste caso, a televisão tem 7.680 x 4.320 pixels e imagem oito vezes mais definida que os aparelhos em Full HD. A TV 8K usa mais de 33 milhões de pontos para exibir imagens e oferece uma ótima experiência para o usuário. Entretanto, engana-se quem espera um preço popular neste modelo de televisão. Os modelos do tipo podem ultrapassar os R$ 100 mil;
    • Frequência: A frequência de uma TV ou ("refresh rate" em inglês) indica quantas vezes por segundo a tela do aparelho é atualizada. Por exemplo, se o aparelho tem uma frequência de 120 Hz, isso significa que ele é capaz de reproduzir 120 quadros por segundo. O padrão brasileiro, semelhante ao japonês e o americano, adota a frequência de 60 Hz e seus múltiplos. Por esse motivo, é comum vermos anúncios de TVs com frequências de 120 Hz, 240 Hz, 480 Hz, etc. Quanto maior o valor de frequência de uma TV, mais suave é a transição entre os quadros de imagem. A diferença é percebida, principalmente, em cenas de ação, velocidade e também em vídeo games. Por esse motivo, ao comparar TVs para comprar, prefira modelos que apresentem maior valor de frequência de atualização de imagem. Segundo testes específicos, modelos com 120 Hz têm desempenho superior com relação às TVs de 60 Hz. Por outro lado, aparelhos com 240 Hz mostram pouca diferença frente aos modelos de 120 Hz;
    • Conectividade: Um item que não é tão visível no momento da compra é a conectividade. Entretanto, é o que mais pode atrapalhar o usuário no dia a dia. Antes de escolher uma televisão, verifique quantas entradas o aparelho possui. O ideal é escolher aparelhos que contam com mais entradas para cabos HDMI, formato bastante usado por videogames, home theaters e Blu-ray players. O mesmo vale para entradas USB e as mais antigas, AV e vídeo composto, que podem ser úteis em algumas situações. Outro recurso interessante é ter conexão à internet, preferencialmente sem fio (Wi-Fi). Alguns modelos são compatíveis com Bluetooth, que permite conectar acessórios à televisão;
    • Som: Os modelos mais simples oferecem 10 W (watts) de potência. Entretanto, se for possível investir um pouco mais, o ideal é comprar uma televisão com, no mínimo, 20 W, que garante uma boa experiência de áudio durante a exibição de filmes e games. Se o objetivo é usar um home theater, a diferença da qualidade de som das televisões não é tão evidente. Neste caso, é importante verificar por meio de qual conexão o aparelho ficará ligado à sua Smart TV, que precisará ter entradas para cabos HDMI ARC.

    Outros fatores: você ainda pode escolher entre uma televisão curva ou plana. Com a tela curva você tem a sensação de estar dentro da TV, o que é muito legal, principalmente se você for jogar videogame. Mas para que isso dê certo, você precisa estar bem no centro e a alguns metros de distância do aparelho. Isso significa que se for ver um filme com a família, pode ser que algumas pessoas vão ver a imagem um pouco distorcida.

    Prontinho, agora você já sabe o que levar em conta na hora de comprar uma Smart TV. E sempre que você tiver qualquer dúvida, é só entrar em contato.


    Até a próxima coluna com mais novidades sobre Tecnologia.

    Marcos Vinícius Celeste Dalamura
    é mineiro, casado, graduado no Curso Superior de Ciências - Licenciatura Plena em Matemática e no Curso Superior de Tecnologia em Processamento de Dados, ambos pelo Centro de Ensino Superior de Juiz de Fora - MG. Pós-graduado, em níveis de especialização e aperfeiçoamento, na área de Educação - Psicopedagogia Clínico-Institucional pelas Faculdades Integradas Simonsen - RJ e pós-graduado em Redes de Computadores pelo Centro de Ensino Superior de Juiz de Fora - MG. Servidor público da Prefeitura de Juiz de Fora - MG, responsável pela Divisão de Tecnologia da Informação do DEMLURB, professor da Universidade Salgado de Oliveira - UNIVERSO no Curso de Sistemas de Informação, Webmaster e um entusiasta de tecnologia.

    Os autores dos artigos assumem inteira responsabilidade pelo conteúdo dos textos de sua autoria. A opinião dos autores não necessariamente expressa a linha editorial e a visão do Portal ACESSA.com

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