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    Jogos violentos no computador Ao contrário do que se pensa, esses jogos não são tão prejudiciais,
    desde que bem administrados

    Marinella Souza*
    Colaboração
    13/02/2008

    O jogo First Encounter Assault Recon (F.E.A.R) ganhou o Oscar dos games. O sucesso do jogo se deve à mistura realista de suspense e ação em uma aventura em primeira pessoa que faz com que o jogador se sinta inserido no contexto virtual de uma forma bem real.

    O estudante Francisco Mattos Barbosa explica que o jogo conta com um enredo bastante sedutor aliado à uma trilha sonora diferenciada que envolve o jogador.

    "É uma história de suspense e aventura em que o fantasma de uma garota que foi usada como cobaia em experiências científicas volta para se vingar. O jogador se comunica o tempo todo com o fantasma", conta. Toda a história que conta com 11 episódios é entremeada com lances de muita violência.

    Sucesso entre as crianças, os games violentos muitas vezes são apontados como incentivadores da violência nos menores de idade por estimularem comportamentos agressivos.

    A psicólioga Maria Lúcia Beraldo (foto abaixo) acredita que o problema não está nos jogos, mas sim no contexto em que o jovem está inserido. "Uma criança que vive em um ambiente familiar saudável não vai sair por aí batendo e matando só porque ficou algum tempo diante de um jogo desse tipo".

    Segundo Maria Lúcia a grande questão desse tipo de passatempo é fazer a criança entender o limiar entre o real e o ficcional, para que os impulsos violentos sejam refreados e a agressividade fique restrita ao local adequado.

    "A violência e a agressividade fazem parte da natureza humana, em certo aspecto, são saudáveis porque nos dão a capacidade de auto-defesa. Tudo depende do ângulo, o efeito maléfico da agressividade está na gratuidade com que é exercida em alguns casos", explica.

    cena do jogo cena do jogo cena do jogo

    Segundo a psicóloga, a questão da violência acompanha o curso da humanidade, ou seja, o percurso que a sociedade percorre para lidar com suas frustrações e expectativas em diferentes épocas. "Antigamente, filmes e desenhos que não mostravam sangue satisfaziam o desejo de vingança, eram um tipo de catarse. Hoje, com a violência cada vez maior, as pessoas querem ver sangue jorrando para se satisfazerem".

    O sucesso da violência

    Pode parecer paradoxal o fato de os jogos violentos fazerem a cabeça de crianças e adolescentes, que, a princípio procuram diversão nesse tipo de atividade. Na verdade essa situação não é tão absurda assim.

    "Embora cause repugnância e provoque engulhos, a violência atrai em todos os níveis", justifica. Se for bem canalizada, essa atração pelo grotesco não é prejudicial, o problema é que algumas pessoas têm algum tipo de disfunção comportamental que pode ter causas diversas.

    foto da psicóloga
 Maria Lúcia Beraldo Nesses casos, a violência simulada vai funcionar como uma válvula de escape, terá um efeito nocivo. Por isso, Maria Lúcia ressalta a importância de os pais ficarem atentos aos conteúdos acessados pelos filhos e, principalmente, na reação que eles provocam nas crianças.

    "A grande dica é estar junto da criança ou adolescente, prestar atenção no tipo de brincadeira, no comportamento dentro de casa e com os amigos, como ela lida com os limites familiares e com as próprias frustações".

    Fã do F.E.A.R., o estudante garante que o que o atrai não é a violência, mas o enredo. "Ele mistura suspense e aventura de uma forma perfeita e o gráfico do jogo é muito bom. Você se sente dentro do jogo, o que é reforçado pela trilha sonora alucinante" .

    A psicóloga alerta também que os pais devem estar atentos à relação que as crianças têm com os animais pequenos e com crianças menores. "Normalmente, a criança que tem problemas para lidar com as próprias emoções descarregam seu instinto de violência naquilo que é mais fraco do que ela".

    Dicas para controlar o acesso a conteúdo violento
    • Controlar o tempo da criança diante do computador;
    • Para os menores de 12 anos, controlar o teor dos jogos. Converse com seu filho, pergunte sobre o jogo, leia a sinopse para não ser pego de surpresa;
    • Observar o comportamento: rendimento na escola, horas de sono, isolamento social etc.;
    • Estar atento a qualquer desajuste além da catarse provocada pelos jogos

    Maria Lúcia alerta que crianças mais agitadas, violentas, com histórico de reclamações na escola merecem maior controle e cuidado.

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