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    Lucas SoaresLucas Soares
     15/06/2016

    Dead Island Definitive Collection: obrigatório para fãs de zumbis

    No último dia 31 de maio, Dead Island (Techland), o jogo de sobrevivência contra zumbis em uma ilha, foi relançado ao mercado pela Deep Silver para a nova geração (PS4, Xbox One e Windows PC) com o nome Dead Island Definitive Collection, inserindo, além do game original, a expansão Riptide e um título inédito Retro Revenge (por enquanto exclusivo para PC).

    Dead Island, o original, agradou quem o jogou. Apresentando uma mecânica bastante simplista, porém, de fácil adaptação ao jogador, com visão em primeira pessoa e a necessidade de construção de armas e de adquirir itens para sobreviver. Diferente de outros títulos de zumbis, onde para sobreviver deve-se apenas atirar e estourar miolos, o game propôs uma nova temática para o gênero e à época, agradou.

    Era de se esperar que a Denitive Collection mantivesse a qualidade do original, afinal, seria uma remasterização. O trabalho gráfico foi impecavelmente bem feito e a qualidade deu um salto gritante em relação ao antecessor, colocando-o no mesmo nível de boa parte dos títulos que saem para os novos consoles. O acabamento dos personagens é mais real, os NPCs estão mais trabalhados (e assustadores), as luzes, sobras e os reflexos, tudo ficou bem interessante, principalmente somados à bela ilha tropical em que se passa a história.

    Mas falaremos do jogo em si: o início te passa a impressão de que alguma coisa deu errado na vida do protagonista. Em uma ilha tropical, bêbado, você se envolve em uma briga, vê umas cenas confusas de pessoas atacando outras e acorda em seu quarto de hotel, de ressaca e sem entender o que está acontecendo. Logo uma voz de emergência fala para você ter cuidado e a brincadeira começa, de fato.

    A ilha paradisíaca de Dead Island é imersiva e cheia de coisas para fazer. São vários personagens te passando missões secundárias - a maioria o clássico trabalho de officeboy, bastante comum na maioria dos jogos. Algumas missões são bastante simples, outras mais elaboradas, e você vai jogando de acordo com o que pretende para o seu personagem. Já as missões principais são as que vão te fazer, obviamente, avançar no game, liberar novas missões e te dar mais XP. O XP é importante pois há uma árvore de habilidades (similar ao Dying Light, Far Cry) para aprimorar o personagem.

    Os pontos negativos ficam por conta do menu, realmente feio e confuso - como o do jogo original, e da ausência de legendas em português. Em 2016, com um grande mercado consumidor como o brasileiro, o título não estar em nosso idioma é bastante chato. Tomem como exemplo as remasterizações do Uncharted, que foram totalmente localizadas em nosso idioma, ou o Life is Strange, que lançou um patch com as legendas em PT-BR.

    O título está disponível para PS4 e Xbox One por R$ 149,99 e para Windows PC, através do Steam, por R$ 75,18.

    *Review elaborado usando a versão de PS4 do jogo. Cópia fornecida pela desenvolvedora.

    Obs.: A E3 segue à todo vapor e já recheada de novidades! Ao fim da conferência, vai ter textão especial sobre os principais anúncios.


    Lucas Soares é natural de Juiz de Fora, pós-graduado em Jornalismo Multiplataforma na UFJF e repórter no Portal ACESSA.com. É apaixonado por games, séries e futebol. Foi colunista esportivo na ACESSA.com por quase três anos e editor-chefe do blog Flamengo em Foco por dois anos e sete meses.

    Os autores dos artigos assumem inteira responsabilidade pelo conteúdo dos textos de sua autoria. A opinião dos autores não necessariamente expressa a linha editorial e a visão do Portal ACESSA.com

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