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    Lucas Soares Lucas Soares 30/06/2016

    Umbrella Corps decepciona fãs de Resident Evil com multiplayer fraco

    A franquia Resident Evil comemora 20 anos em 2016 e uma série de ações estão sendo elaboradas pela Capcom ao longo do ano para comemorar o aniversário. Uma dessas ações foi o lançamento de Umbrella Corps, um shooter online ambientado no universo em que se passam os jogos. Porém, apesar da boa proposta, a execução deixou muito a desejar e, já adianto, o game entrou para a lista daqueles de que se deve deixar longe do console.

    Para se fazer um game de tiro é preciso que algumas coisas básicas funcionem: mobilidade, sistema de mira, de cobertura, de troca rápida de armas, cenários amplos e bem ambientados. Nada disso é aceitável em Umbrella Corps. A visão lateral do personagem, com a mira centralizada, é uma das mais estranhas que já vi em um jogo de tiro. Quando se mira, a câmera torna-se em primeira pessoa e falha muito. Muito mesmo.

    Os cenários clássicos de Resident Evil "não existem". Apesar dos locais terem sido baseados na franquia, foram diminuídos consideravelmente para "caber" no jogo. Há poucas áreas abertas, os corredores são estreitos, curtos, e não há muitos lugares para se esconder. Escadas e túneis foram feitos aos montes, mas também não impressionam.

    Já as armas, que prometiam trazer algo diferente para o título com questões de personalizações e afins, é outra decepção. Com cenários pequenos, o duelo é a curta distância e, se quer se dar bem no game, utilize armas como o brainer ou shotgun. Não precisa perder seu tempo escolhendo outras, pois elas não funcionaram tão bem quanto as duas que citei.

    Umbrella Corps também não é exclusivamente um mata-mata. Há objetivos entre destroçar seu adversário, eliminar zumbis e etc, somando pontos, por exemplo. A proposta é até bacana, visto que trouxe algo além do usual.

    Como já falei da possibilidade de personalização das armas, também é possível fazer o mesmo com seu personagem e criá-lo quase que por completo. É interessante porque você não é nenhum NPC genérico e este é um ponto positivo para o game.

    Pra mim, Umbrella Corps é um daqueles jogos que não deveria ser cobrado. Como foi parte de uma comemoração, talvez se ficasse gratuito e houvessem alguns bônus pagos, poderia engatar um sucesso maior, já que poucas pessoas jogam hoje. Basta corrigir os elementos acima citados. Não deve ser difícil para os programadores melhorarem a física da movimentação e da mira, ou criarem e ampliarem seus cenários. Uma proposta vinda de uma franquia de tamanho sucesso como é Resident Evil deveria ter sido melhor cuidada. E, parece, que este não foi o caso.

    Umbrella Corps está disponível para PS4 e PC por R$ 91,90 na PSN e R$ 59,99 na Steam. Ainda há um pacote de conteúdo adicional vendido por R$ 53,90 para o console e R$ 29,99 para computadores. Tem desconto comprando a Deluxe Edition, que vem com a versão básica e o conteúdo extra.

    *Review elaborado usando a versão de PS4 do jogo. Cópia fornecida pela desenvolvedora.


    Lucas Soares é natural de Juiz de Fora, pós-graduado em Jornalismo Multiplataforma na UFJF e repórter no Portal ACESSA.com. É apaixonado por games, séries e futebol. Foi colunista esportivo na ACESSA.com por quase três anos e editor-chefe do blog Flamengo em Foco por dois anos e sete meses.

    Os autores dos artigos assumem inteira responsabilidade pelo conteúdo dos textos de sua autoria. A opinião dos autores não necessariamente expressa a linha editorial e a visão do Portal ACESSA.com

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