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    Parque Tecnológico Comissão será criada para viabilizar a criação do Parque Tecnológico em JF que já está em discussão desde 2000 e só não aconteceu por interesses políticos

    Priscila Magalhães
    Repórter
    13/12/2007

    O objetivo do Seminário, realizado nesta quinta-feira, dia 13 de dezembro, sobre a implantação do Parque Tecnológico em Juiz de Fora, é recuperar as ações promovidas entre os anos de 2000 e 2004 para a tentativa de implantação do projeto e, a partir daí, apontar os problemas existentes, evitando que os mesmo erros sejam cometidos novamente. Esta é uma forma de racionalizar a aplicação do recurso disponibilizado pela Secretaria de estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior.

    As ações foram apresentadas pelo membro da comissão que viabilizava o projeto do Parque entre 2000 e 2004 (foto abaixo ao centro), Francisco Gomes (foto abaixo à esquerda). "Naquela época, as ações eram conjuntas entre a prefeitura, a Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e o Estado. Em 2004, quando as ações se encerraram já tínhamos a Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip) e uma diretoria provisória. Porém, a implantação não teve continuidade em função de alguns problemas", diz Francisco.

    Segundo ele, os problemas que impediram a implantação do Parque foram fatores políticos de ano eleitoral; problemas de relacionamento, por iniciativas que não deram certo; falta de sensibilizar algumas empresas e alguns problemas concretos, que necessitavam de investimentos altos.

    Comissão Executiva

    Todas as discussões sobre a implantação do Parque vão fazer parte de um relatório final. A partir dele, uma comissão vai ser criada pela UFJF para iniciar os estudos. "A comissão executiva vai ter representantes da Prefeitura, da Universidade, do Estado, da Embrapa, entre outros, e vai produzir um estudo para identificar o local de instalação do Parque, seu perfil e a infra-estrutura", explica o diretor do Centro Regional de Inovação e Transferência de Tecnologia (Critt), André Luís Marques Marcato.

    O recurso utilizado para este estudo é o que já foi disponibilizado pelo Governo do Estado. "Esta verba é de R$ 150 mil e está sob os cuidados da UFJF. A previsão é que a comissão executiva seja formada em breve, até o início de 2008, pois a verba já foi liberada", diz Marcato. Mas ressalta que isto é apenas o início de todo o processo. "No ano que vem, após a criação da comissão, vamos precisar de uma verba ainda maior para iniciar a construção da parte física do Parque".

    Foto do seminário Foto do seminário Foto do seminário

    Pesquisas
    Sobre o perfil das pesquisas realizadas pelo Parque, Marcato diz que elas devem estar de acordo com as atividades desenvolvidas na cidade. "O objetivo é fazer a interseção da Universidade com as empresas, então as que tiverem áreas relacionadas com a UFJF vão fazer parte do Parque". Mas isso não quer dizer que a tecnologia em novas áreas não possam ser desenvolvidas. "Não existem portas fechadas, mas quando o ramo é atípico na cidade e na Universidade, é mais difícil alavancar".

    O relator do evento, Eduardo Grizendi (foto acima à direita), diz que a união entre diversas instituições em um Parque Tecnológico e a ligação entre as áreas é fundamental para a implantação. "A pesquisa científica fortalece o sistema local de inovação. O conhecimento científico flui dentro de um Parque por causa do convívio entre as empresas e pessoas que participam e se relacionam".

    O diretor do Critt adianta que, nos últimos encontros, algumas áreas já foram consideradas como participantes do Parque. "Já citamos a área de fármacos, de informática, com a tecnologia da informação, e eletrônica, que são os perfis mais fortes na cidade", completa.

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