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    Trocar de celular vira mania Prazo de troca de aparelhos é de no máximo 12 meses, porque os consumidores
    estão à procura de aparelhos modernos


    Daniele Gruppi
    Repórter
    28/07/2008

    A estudante Daniela Fialho, 21 anos, adquiriu seu primeiro celular aos 15 anos e, desde então, troca a cada oito meses. Ela já teve seis aparelhos e revela que já está de olho em outro modelo.

    Daniela faz parte das estatísticas que apontam que a maioria dos consumidores trocam de aparelho a cada 12 meses. Segundo o empresário do setor de telefonia móvel Wilson Júnior, o prazo de permanência com um aparelho tem diminuído ainda mais.

    "Normalmente é de ano em ano, mas assim que o cliente termina de quitar as parcelas relacionadas à compra do telefone, já começa a procurar por outro que vai atender às necessidades. A média tem caído para a cada dez meses", ressalta.

    Telefones com câmeras, coloridos, leves, design arrojado. As opções são variadas e atendem aos diversos bolsos. O ritmo acelerado com que as fábricas lançam novos modelos incentiva a troca. Para Júnior, o celular também é moda e as pessoas querem acompanhá-la. "Os modelos são atualizados seguindo a tendência do próprio mercado".

    Foto de celular Já o gerente de uma loja especializada em vendas de celulares, Denilson Martins, afirma que as promoções que as operadoras estão lançando, alimentam a tentação de trocar de aparelho. "Quando acabam o contrato de fidelidade com a empresa, há uma busca pela melhora do serviço e também do aparelho".

    Martins diz que os clientes estão interessados em aparelhos mais modernos, que disponibilizam diversos recursos. "Os de tecnologia 3G, que oferece câmera para vídeo conferência, dentre outras ferramentas, estão entre os mais procurados".

    A vendedora Rafaela Cândido observa que há uma preocupação grande com o aparelho, às vezes, mais do que com o plano de minutos. "Cerca de 75% dos nossos clientes olham o celular primeiro, depois se informam sobre o plano".

    Recomendações

    Foto de celular Entretanto, facilidade na aquisição de aparelho pode significar um plano mais caro. A advogada do Procon/JF Claudia Lazzarini indica aos consumidores na hora de trocar de aparelho ou/e de plano a ler e compreender todas as claúsulas dos contratos antes de assiná-lo.

    "Deve olhar o tempo que vai ficar fidelizado à empresa. A Anatel autoriza apenas um ano de vínculo. Precisa saber todos os serviços englobados no pacote e escolher um plano que realmente atende às necessidades. As pessoas contratam no impulso e depois se arrependem".

    Claudia aconselha ainda a pesquisar entre as operadoras, verificando aquela que oferece melhores condições de serviços e de preços. "Há uma infinidade de pacotes e as empresas têm o dever de prestar esclarecimentos para o consumidor".

    Foto de celular No caso da troca de aparelho, ela diz que as pessoas devem conferir se o aparelho virá desbloqueado, conforme recomenda a Anatel. "As pessoas também devem adquirir telefones condizentes com seu orçamento. A facilidade de crédito estimula o consumismo. O consumidor divide em várias vezes e depois não tem como arcar com as prestações".

    Segundo dados da Anatel, o número de habilitações de celulares em junho foi 65,99% maior que as 1.572.533 adesões registradas no mesmo mês em 2007. Trata-se do maior número de adesões registrado no mês nos últimos dez anos. Do total de acessos, 81,07% são pré-pagos e 18,97 pós-pagos.

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