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    Cresce uso de internet sem fio nas instituições de ensino Alunos passam a ter acesso ao conteúdo acadêmico em todos os locais do estabelecimento. Tecnologia auxilia no processo de aprendizagem

    Daniele Gruppi
    Subeditora
    26/6/2009

    A internet nas instituições de ensino já é realidade. Além de ser utilizada como ferramenta pessoal de comunicação dos professores e estudantes, auxilia nas pesquisas e nas atividades de aula. As salas de computadores com acesso à internet e as bibliotecas que disponibilizam terminais são espaços concorridos. Como a demanda pelo acesso é cada vez maior, os estabelecimentos que buscam oferecer o melhor serviço aos alunos lançam mão da rede wi-fi. Dessa forma, quem possui dispositivos móveis, como notebook e celular, pode ter acesso à internet em qualquer local da instituição.

    Em Juiz de Fora, o Instituto Vianna Júnior aderiu à tecnologia há dois anos. "Somos os pioneiros na cidade. A ideia surgiu quando fiz uma visita à Fundação Getúlio Vargas (FGV), em São Paulo, que implantava a rede sem fio. Logo pensei que podíamos lançá-la no Instituto. Estamos sempre atentos às novidades, afirma a diretora-presidente, Jacqueline Pires Vianna (foto abaixo).

    Para ela, trata-se de um instrumento que amplia as possibilidades de ensino. "Os alunos podem interagir em tempo real com os professores." Ela ressalta a vantagem da utilização do sistema. "Para os professores, há a desburocratização dos processos acadêmicos. Até a chamada, atualmente, é feita on line. Para os alunos, contar com informações externas ajuda na aprendizagem."

    O Vianna Júnior divulga o serviço wi-fi para os alunos na área do site destinada aos estudantes. Quem quiser navegar somente pela página da instituição para obter informações acadêmicas terá acesso livre. Para navegar por outros sites e portais é necessário digitar o login e a senha, previamente cadastrados no sistema. A rede wi-fi não está aberta para pessoas que não estão no Instituto.

    jaqueline Vianna A velocidade para navegação é de 64k. Caso o usuário precise de mais velocidade para, por exemplo, baixar um vídeo ou verificar arquivos mais pesados, pode comprar o cartão ACESSA BR, que disponibiliza até 2Mb. Para quem não é da instituição e quer ter a comodidade de usar a internet sem fio, é só adquirir o cartão, sem necessidade de cadastramento prévio no sistema.

    Quem obtiver o cartão poderá também fazer ligações a baixo custo, pelo VoIP, através de telefones específicos instalados na instituição. E não precisa estudar ou trabalhar no Vianna Júnior para fazer as ligações. Segundo Jacqueline, o uso da tecnologia está no processo de aculturação.

    Conforme as estatísticas gerais de utilização dos hotspots (pontos de acesso) em maio de 2007, quando foi lançada a internet sem fio no local, foram 194 acessos, o que representa um tempo total de navegação de 161 horas e 48 minutos. Em maio de 2009, os acessos subiram para 918, ou 1.502 horas. De maio de 2007 a junho de 2009, foram 11.656 acessos, o que corresponde a 17.309 horas. Para o gerente de suporte da ACESSA.com, empresa prestadora de serviço para o Instituto, Renato Fraga Lopes, a vantagem é que a tecnologia permite expandir um link de banda larga para todo o campus sem a necessidade de cabeamentos. "Dependendo do local não dá para passar cabos", explica.

    Para Renato, a rede wi-fi vai predominar. "As pessoas trabalham, pagam contas, fazem compras pela internet. Ela faz parte da rotina da população. Não só nas instituições de ensino, como também em vários locais, a demanda pelo acesso à internet sem fio cresce. Por exemplo, na praia de Copacabana já é possível navegar na world wide web."

    Os estudantes aprovam a iniciativa do Vianna Júnior. Aluno do curso de sistemas para internet, Tarcísio Xavier (foto abaixo) conta que sempre usa a internet sem fio no campus. "Faço revisão de trabalhos e, às vezes, tiro dúvidas em determinados conteúdos na própria aula, através do meu notebook." O aluno do curso de administração Peter Vianna Whitaker afirma que utiliza a rede wireless nas aulas, pois precisa acessar o site da FGV, instituição parceira do Vianna, para pegar material do curso.

    tarcísio utilizando notebookA gerente de tecnologia da informação do instituto, Teresinha Moreira de Magalhães, acredita que aliar tecnologia à educação é importante pela praticidade. "Facilita o acesso à informação." Ela diz que a instituição pretende implantar outras novidades na área. "Trata-se de um diferencial em relação aos outros estabelecimentos."

    Aumenta venda de notebooks

    A popularização dos notebooks confere sentido à instalação de redes sem fio nas instituições de ensino superior. Conforme o gerente de uma loja especializada em eletrodomésticos, Magdiel Almeida, a venda do aparelho cresceu 50% em um ano. Ele observa que o produto está na preferência dos jovens.

    Para Almeida, as características dos notebooks - leves, portáteis e compactos - motivam os consumidores a adquiri-los. Além disso, ele aponta a queda nos preços como mais uma razão para o aumento na procura pelos equipamentos. "Hoje, é possível adquirir uma máquina de ótima qualidade por R$ 1.800*. Há um ano o mesmo aparelho custava cerca de R$ 3.000*."

    Segundo estudo feito pela Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), o mercado brasileiro de PCs comercializou 2,2 milhões de unidades nos três primeiros meses de 2009. Do total de PCs, foram comercializados 1,5 milhão de unidades de desktops e 710 mil notebooks.

    notebooksA Abinee prevê que, em 2009, as vendas de PCs deverão atingir cerca de 12 milhões de unidades, apostando na recuperação do mercado nacional de computadores. Corrobora esta previsão, a estimativa de crescimento de 20% na comercialização de PCs já neste segundo trimestre em relação ao primeiro trimestre.

    A associação acredita que as vendas de desktops cairão 9% em relação ao total comercializado em 2008 (7,7 milhões), fechando o ano com aproximadamente 7 milhões de unidades, enquanto  as de notebooks crescerão 16% em relação a 2008 (4,3 milhões), atingindo cerca de 5 milhões de unidades.

    Segundo o diretor da área de informática da Abinee, Hugo Valério, a preferência pelo notebook vem acontecendo porque o consumidor está buscando a mobilidade. Em sua avaliação, hoje, o notebook não é só um objeto de desejo, mas uma ferramenta de trabalho, de produtividade.


    imagem da tabela

    Fontes: Abinee e IT Data
    Abinee/Decon - dados atualizados em 28/11/2008

    Os preços foram fornecidos em junho de 2009

    Os textos são revisados por Madalena Fernandes

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