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    Quarta-feira, 16 de setembro de 2009, atualizada às 12h

    UFJF estuda aplicações de simulado de solo lunar

    Pablo Cordeiro
    *Colaboração

    Se há 40 anos, quando o homem pisou na Lua pela primeira vez, o satélite natural da Terra era puro mistério, hoje, seus segredos estão nas mãos dos alunos de Física da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). Uma parceria entre a Missouri University os Science and Technology, dos Estados Unidos, e o Laboratório de Produção de Novos Materiais e Filmes Finos (Lapromav) irá possibilitar que os estudantes analisem e participem de um projeto envolvendo um simulado do solo lunar.

    O professor brasileiro da universidade norte-americana, Signo Reis, trouxe para o laboratório juizforano um composto produzido sinteticamente, que dispõe dos mesmos elementos que compõem o verdadeiro solo lunar. Segundo ele, a partir da análise do material será desenvolvida uma plataforma de vidro capaz de intermediar o pouso da nave e impedir que a poeira do terreno se espalhe. “A faculdade irá fazer a caracterização do material, ou seja, averiguar suas propriedades para criar a plataforma. A poeira do local causa problemas para as vestimentas dos astronautas e para o material das naves, já que o composto é altamente abrasivo”, explica Reis. Esta base terá de medir cem metros quadrados.

    Segundo o pesquisador, a maior dificuldade neste tipo de estudo é simular as condições de reação que o material terá em solo lunar. “Através de softwares, nós temos que simular o solo lunar para analisar em condições de vácuo mecânico e com a gravidade diminuída seis vezes. É bastante passível de erros. Mesmo depois de transformado em vidro, dezenas de testes terão de ser feitos”, esclarece Reis.

    A fase prática do projeto terá início em janeiro de 2010. Os resultados dos estudos realizados na UFJF devem ser entregues até junho do mesmo ano. De acordo com a coordenadora do Lapromav, laboratório do grupo de Ótica do Instituto de Ciências Exatas da UFJF, Zélia Ludwig, as análises já começaram e a expectativa é positiva. “Iremos divulgar a UFJF fora do país e formar uma mão-de-obra qualificada. Muitos estudantes e professores poderão aproveitar este estudo revolucionário.”

    Futuro

    O simulado é produzido pela National Aeronautics and Space Administration (Nasa) a partir de cinzas vulcânicas  e distribuído para os pesquisadores. No final de agosto, foi aberto um edital para pequenas e médias empresas que desejavam desenvolver aplicações para o material. A primeira fase do projeto é a demonstração, quando a teoria e os estudos são realizados. Na segunda etapa, a Nasa investe um recurso de 1 milhão de dólares para a empresa demonstrar a aplicação industrial da descoberta.

     

    *Pablo Cordeiro é estudante do 9º período de Comunicação Social da UFJF

    Os textos são revisados por Madalena Fernandes

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