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    Telecentros: inclusão com tecnologia pouco avançada Juiz de Fora tem, hoje, 18 telecentros instalados. Segundo o Governo Federal, os espaços devem servir como forma de acesso à informação

    Aline Furtado
    Repórter
    26/3/2010

    Criados com o objetivo de promover a inclusão social, os telecentros comunitários pretendem ser espaços para acesso e formação de uma parcela da sociedade, excluída do mundo da informática. Contudo, embora haja incentivo ao uso das novas tecnologias, os telecentros não possuem, por exemplo, equipamentos próprios para utilização de meios que permitem a comunicação de voz.

    Juiz de Fora conta, atualmente, com 18 telecentros instalados. Deste total, 15 foram implantados pelo Governo Federal por meio do Ministério das Comunicações. De acordo com o coordenador geral de Acompanhamento de Projetos Especiais e responsável pelo programa Telecentros Comunitários, Carlos Paiva, para a criação dos espaços, o governo direciona recursos para a aquisição de equipamentos, mobiliário, data show, sinal de internet e capacitação. "Com relação ao pessoal e ao espaço físico, isso pode ficar por conta do município ou de alguma instituição da cidade." Os telecentros se diferenciam dos centros de inclusão por oferecerem acesso à internet. Cada sala atende, no mínimo, a dez pessoas.

    Além dos 15 telecentros implantados pelo Governo Federal, por meio da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, um dos espaços que está funcionando na cidade foi criado por meio de uma parceria entre o Governo do Estado e uma instituição social. Os outros telecentros são frutos de parcerias entre a Prefeitura de Juiz de Fora (PJF) e outras instituições.

    Segundo o secretário substituto da Secretaria de Inclusão Digital do Ministério da Ciência e Tecnologia, Roosevelt Tomé, a intenção é fazer com que os telecentros funcionem como meio que possibilite o acesso à informação e ao conhecimento. Entre as tecnologias disponíveis está o acesso à internet em banda larga, que, por sua vez, permite a interação dos usuários.

    VoIP poderia ser utilizado nos telecentros

    De acordo do Tomé, o Ministério da Ciência e Tecnologia incentiva o uso do VoIP, considerado uma tecnologia mais avançada. Entretanto, o Governo Federal não disponibiliza o aparelho específico para o uso. "O que pode ser feito é o uso dos periféricos dos próprios computadores e de um software encontrado na web. O que buscamos é o uso da tecnologia a partir da inclusão digital."

    O diretor técnico da ACESSA.com, Sérgio Faria, explica que o acesso à comunicação pelo VoIP traria benefícios aos usuários dos telecentros. "O impacto social diz respeito à possibilidade de conversar a baixo custo ou a custo zero. Um exemplo de custo zero pode ser dado pelo uso dos programas que podem ser baixados na internet. Já de baixo custo é quando a voz é decodificada até uma central telefônica e o custo é lançado a partir desta central. Se eu faço uma ligação de Juiz de Fora para o Rio de Janeiro, por exemplo, esta comunicação é levada até uma central na cidade do Rio e o valor a ser cobrado pela ligação equivale ao custo de uma ligação local, já que a cobrança é feita da central ao número de recebimento da chamada."

    Novo programa

    Além dos telecentros comunitários, o Governo Federal lançou o Telecentros.BR. O programa pretende ajudar na implantação de novos telecentros e fortalecer as unidades já existentes, ainda que não haja previsão de instalação de equipamentos que permitam acesso a tecnologias mais recentes.

    De acordo com Tomé, o Telecentros.BR será coordenado por três ministérios - das Comunicações, Ciência e Tecnologia e do Planejamento. "Os telecentros comunitários irão se beneficiar dos Telecentros.BR, visto que a intenção é compor uma rede de extensão em inclusão digital, com a participação de universidades federais e institutos federais de educação, que cederão estudantes para atuarem como monitores. Teremos formação não só dos usuários dos telecentros, mas também dos próprios monitores. A ideia é desenvolvermos o programa baseado na sustentabilidade", explica Tomé.

    O Programa é resultado de um esforço do Governo Federal, de coordenação do apoio aos espaços públicos e comunitários de inclusão digital. O apoio será em conexão, computadores, bolsas de auxílio financeiro a jovens monitores, e formação de monitores bolsistas e não bolsistas que atuem nos telecentros. O objetivo é oferecer condições ao aperfeiçoamento da qualidade e à continuidade das iniciativas em curso, assim como à instalação de novos espaços.

    Os textos são revisados por Madalena Fernandes

     

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