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    Tecnologia digital vai permitir conteúdo extra na TVSinal digital enviará informações, como vagas de empregos, notícias curtas e extras, em programação jornalística, esportiva e de entretenimento

    Clecius Campos
    Repórter
    27/7/2010

    A passos lentos, os recursos da tecnologia digital estão chegando à programação da TV no interior de Minas Gerais. Além da alta definição, prometida pelo sinal da TV digital, espectadores de Uberlândia, Uberaba e Ituiutaba já podem desfrutar do conteúdo extra disponibilizado pela Rede Globo, por meio da TV Integração. De acordo com o coordenador de engenharia da afiliada, Jaelson Alves Barbosa, embora ainda não esteja operando um sua totalidade, a tecnologia permite o envio de dados, além da transmissão de imagem e som em alta resolução.

    "Os extras agregam valor à programação da TV. Atualmente, as informações estão disponíveis nas novelas Passione e Ti-Ti-Ti e em jogos do Campeonato Brasileiro. A intenção é disponibilizar essa programação a mais no telejornal local, a partir do final de agosto." O jornalismo aposta em informações como vagas de empregos, notícias curtas e extras, além das divulgadas em vídeo e áudio. Em Juiz de Fora, a tecnologia só deve chegar em 2011.

    A rede de emissoras utiliza a mesma banda de envio de som e imagem para disponibilizar os dados, transmitidos via satélite ou rota terrestre, que pode ocorrer via fibra ótica ou radiação digital. Para ter acesso ao conteúdo, o telespectador precisa ter uma televisão com receptor de TV digital, equipado com um programa middleware chamado GINGA. Ele é que permite o acesso ao conteúdo extra.

    Foto de menu interativo na TV Foto de menu interativo na TV

    O formato da tela do televisor também precisa ser levado em conta. Segundo Barbosa, as imagens geradas por equipamentos full HD (com alta definição plena) obedecem ao formato 16x9, conhecido como wide screen. "Isso porque as imagens são gravadas em resolução de 1920 x 1800 pixels, o que permite a alta qualidade." A recomendação é por uma antena externa. "É recomendado que o espectador tenha uma antena externa, que captará o sinal UHF [Ultra High Frequency - Frequência Ultra Alta], permitindo os canais entre os números 13 e 69. O tipo de antena estará relacionado à localização da TV, em que setor da cidade está." Um receptor pode variar de R$ 300* a R$ 1 mil*.

    Emissoras investem em alta tecnologia

    Para transmitir imagens e dados, as emissoras precisaram investir em alta tecnologia. Todo maquinário necessário foi adquirido especialmente para a transmissão digital. "Adquirimos todo o parque técnico digital. Foi como montar uma nova emissora. Cada torre precisou receber uma nova antena de transmissão HD. O investimento é muito alto." Estão previstas ainda mudanças na estrutura da captação de imagens na área do jornalismo. As alterações ainda não foram realizadas, pois a rede recebe contribuições de imagens de todo o país. "Por essa razão, o jornalismo será o último a ser atualizado."

    Interatividade ainda é algo do futuro

    A tão esperada interatividade ainda é algo para o futuro da televisão. Segundo Barbosa, o aspecto bilateral, que permitiria a comunicação de volta da TV à emissora, é alvo de estudo. "O ideal seria que o telespectador tivesse uma internet plugada à televisão e que as emissoras pudessem disponibilizar um serviço que armazenasse e compilasse os dados. Assim, a interatividade seria total." O sistema de feedback seria utilizado principalmente em enquetes, com respostas sugeridas.

    As imagens em terceira dimensão (3D) estão ainda mais longe de serem realidade na TV aberta. Segundo Barbosa, o efeito demandaria a criação de um novo canal em alta definição para cada emissora, o que implicaria em mudanças na legislação da concessão de sinal de TV aberta. A múltipla programação também é vista como improvável. "A princípio, as TVs comerciais não aderiram, pois demanda multiplicar o conteúdo e dividir a mesma banda para subcanais dentro de um canal, o que poderia causar perda de qualidade."

    Ele aposta na interatividade. "Este vai ser o alavancador da tecnologia digital nas televisões. É o diferencial que vai deixar o telespectador mais próximo, dentro do programa, participando em tempo real."

    *Valores pesquisados em julho de 2010

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