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    Tecnologia 3D para televisão já representa 20% do mercado de TVs Entenda o que é a tecnologia 3D, saiba suas vantagens e desvantagens e os cuidados na hora de comprar uma televisão

    Victor Machado
    *Colaboração
    4/10/2011
    Pessoa assistindo 3D

    Sucesso nas telas do cinema, a tecnologia 3D começa a atrair o consumidor na hora das compras de televisão. Ainda pouco conhecida pela população, a tecnologia promete ser o futuro do mercado televisivo no mundo, segundo o professor da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e diretor do Núcleo de Iluminação Moderna da UFJF, Henrique Braga. Impulsionada principalmente pela curiosidade, as vendas desses aparelhos em Juiz de Fora já chegam a representar de 20% do mercado total de TVs na cidade.

    De acordo com promotor de vendas de uma marca de televisores, Marcílio Geraldo da Silva, os consumidores procuram as lojas com a intenção de conhecerem mais sobre a tecnologia e acabam comprando. "É uma novidade, principalmente para o juiz-forano, e as empresas diminuíram os custos e os valores dos produtos. Portanto, a diferença entre o aparelho 3D e 2D é pouca."

    Entenda a tecnologia

    Braga explica que nos anos 300 a.c, o professor, escritor e matemático grego Euclides descobriu a visão binocular e no século XV, Leonardo da Vinci desenvolveu as teorias para a criação de imagens tridimensionais. As primeiras imagens em 3D em movimento foram patenteadas em 1890, por William Friese-Greene, que projetou dois filmes lado a lado e as pessoas tinham que assistir usando um aparato estereoscópio para que as imagens fossem agregadas novamente. Em 1900, surgiu o sistema vertical de câmera estereoscópica, que possuía duas lentes distantes 4 cm uma da outra. Nos anos 50 do século XX, os filmes já eram produzidos com cores distintas, normalmente em vermelho e verde, para serem filtradas por óculos especiais. As primeiras transmissões com essa tecnologia em cadeia de televisão aconteceram em 1997, nos Estados Unidos.

    Segundo o professor, a tecnologia 3D é baseada na capacidade de a maioria das pessoas poder enxergar em visão binocular ou estérea. "O ser humano já está acostumado a enxergar em 3D, porque tem dois olhos em pontos um pouco diferentes e consegue perceber a profundidade. Mas, a grande questão era fazer isso em uma tela 2D, como a de cinema e TV. Quem tem algum problema de visão, em apenas um olho, não consegue perceber o 3D."

    Ele acrescenta, dizendo que para que imagens projetadas em um mesmo plano (2D) "enganem" o cérebro, como se possuíssem profundidade (3D), é necessário se deslocar duas imagens de uma certa distância lateral para depois recompô-las dando a sensação de serem 3D. Esta recomposição é feita pelos óculos especiais. "Já existem algumas feiras que expõem aparelhos, sem necessidade de óculos, mas a tecnologia ainda é muito precária. Os óculos filtram as duas imagens, direcionando-as para o olho correto (esquerdo ou direito)." Para que isso aconteça, as imagens devem ser produzidas por duas câmeras ou uma câmera com duas lentes espaçadas.

    Vantagens e desvantagens

    As principais vantagens da tecnologia apontadas pelo professor são a imagem em profundidade, a imersão na cena e a melhor qualidade de imagem, inclusive em 2D. "Esses aparelhos talvez sejam os com mais qualidade em 2D, especialmente pela resolução altíssima, o nível de preto e o contraste, que são muito exigidos para um aparelho 3D."

    No entanto, ele aponta também as desvantagens da tecnologia. Entre elas estão a necessidade do uso dos óculos, a limitação de tempo de uso, a impossibilidade de algumas pessoas perceberem o 3D e poucos títulos disponíveis. "Os fabricantes alertam para não ficar muito tempo assistindo, porque pode causar dor de cabeça, tontura, entre outros sintomas."

    Apesar disso, Braga acredita que vão surgir alternativas no futuro e aposta no sucesso da tecnologia. Para ele, o custo dos aparelhos já está mais baixo e tende a cair. "Talvez seja um bom momento para se adquirir um modelo desses, lembrando que, na maior parte do tempo, serão usados para reproduzir imagens 2D. Porém, para quem adquiriu um modelo full HD recentemente, imagino que não seja uma boa opção investir em tecnologia 3D, por enquanto."

    Óculos 3D Óculos 3D
    O custo de ter uma TV 3D

    O vendedor Silva comenta que a variação no preço depende do tamanho e da quantidade e do tipo de óculos usado. Um aparelho de 42 polegadas, com dois óculos, pode sair por R$ 1.999, enquanto um de 40 polegadas, com quatro óculos, pode chegar a R$ 2.799. Existe até uma TV de 60 polegadas, também com quatro óculos, que pode custar R$ 10.999."

    Em outra loja de televisores, o vendedor Jaderson de Jesus Martins afirma que é possível encontrar um aparelho de 42 polegadas por R$ 2.499, com quatro óculos, e até uma de 55 polegadas a R$ 6.800, com três óculos. A diferença no valor pode ser aumentada, a partir da escolha de óculos passivos e ativos. Os passivos são semelhantes aos do cinema, mais simples e induzem a pessoa a perceber a diferença de plano. Já o ativo vem com uma tela especial na lente, que já faz a alteração para o 3D e força menos a visão. Esse pode custar cerca de R$ 300. 

    No entanto, para ter uma experiência 3D em casa não basta comprar a televisão. É preciso adquirir também um aparelho de blu-ray 3D, que pode custar R$ 549. O professor da UFJF alerta que o consumidor deve estar atento ao fabricante dos dois aparelhos. "Pode haver incompatibilidade em caso de fabricantes diferentes. O interessante é procurar comprar sempre o mesmo para evitar transtornos."

    Cuidados na compra

    Braga comenta que, além dessa preocupação, o consumidor deve se atentar a outros detalhes. O primeiro deles é que o custo da experiência 3D não não está restrito ao preço do aparelho. "Se a família é grande, é necessário adquirir mais óculos." Além disso, ele aconselha que a tela seja acima de 42 polegadas. "A ideia do 3D é se envolver e uma tela pequena não dará a mesma sensação de ambientação. Para isso, é preciso se preocupar com o espaço que você tem em casa. Não se pode ficar a menos de 2 metros de uma TV. O aparelho muito grande em um espaço pequeno acaba sendo ruim."

    Outro ponto destacado pelo professor é a diferença das tecnologias plasma, LCD e LCD/LED. "As pessoas devem lembrar que a TV de plasma é mais antiga, consome mais e, normalmente, é mais pesada e pode apresentar problemas de pixels. No entanto, é mais barata. A LCD/LED é a mais moderna, mais fina, leve e consome menos. Porém, são mais caras."

    Ele afirma ainda que deve ser pensado o custo com títulos de filmes ou documentários em blu-ray 3D, principalmente, pela falta de produção de programas televisivos em 3D. "São mais raros e caros e custam em torno de R$ 100. Para usufruir do 3D, esse ponto deve ser levado em consideração, porque ainda temos poucas emissoras criando nesse padrão. No Brasil, tenho conhecimento de uma e, no mundo, parece que são somente 30 canais. Mas é um cenário que tende a mudar, sobretudo até a Copa do Mundo."

    *Victor Machado é estudante do 7º período de Comunicação Social da Faculdade Estácio de Sá

    Os textos são revisados por Thaísa Hosken

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