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    Comunicação auditiva pouco eficaz dificulta terapia vocal na webLivro de Edmée Brandi e Cal Coimbra trata do assunto, além de discorrer sobre a disfonia comportamental 

    Da Redação
    2/3/2012
    Imagem de fone e computador

    Os avanços da tecnologia são arautos para o desenvolvimento de facilidades em diversos campos, incluindo os medicinais e da saúde. No entanto, a terapia fonoaudióloga pode não estar tão bem amparada no meio virtual, devido à internet ter uma comunicação auditiva pouco eficaz. Quem alerta é a psicóloga e doutora em fonoaudiologia, colunista do Portal ACESSA.com, Cal Coimbra.

    "Do ponto de vista terapêutico, por mais que possa haver resistência de algum grupo de profissionais, estamos compreendendo que, dentro de pouco tempo, poderá ocorrer na fonoaudiologia uma orientação ao cliente, à família do cliente, ou mesmo ao cuidador, por via virtual", considera.

    Para Cal, a dificuldade estaria em desenvolver uma comunicação auditiva mais rica na web. Segundo ela, o processo tecnológico evidenciado na internet, mostra uma preferência ou um "domínio maior da comunicação visual". "Falta a inserção da comunicação auditiva mais eficaz, para que as fronteiras virtuais abram-se definitivamente. Na verdade, cada dia mais, sente-se a necessidade da comunicação sonora, muito mais rica de informações que nos transmitem os tons da voz, as entonações expressivas que acompanham a comunicação falada humana."

    A resposta, na opinião de Cal, deveria ser investimento na própria tecnologia. "O maior progresso da tecnologia moderna acontecerá quando os contatos virtuais através da voz já estiverem mais aperfeiçoados. É por isso que preconizamos a terapia vocal virtual, aproveitando todos os recursos tecnológicos, não só os atuais, mas também todos os que estão a caminho para benefício da humanidade no século XXI."

    Uma das preocupações com o advento da tecnologia e da internet, especificamente, é que, segundo Cal, é de suma importância que a relação empática ocorra também nas interações virtuais, tanto quanto nas relações interpessoais. "A palavra falada, no nosso entendimento, é o veículo mais eficaz de comunicação. É pela voz falada, com suas peculiaridades, como as variações de entonação, por exemplo, que poderemos conduzir a comunicação."

    Comunicação sem fronteiras

    O conceito de comunicação sem fronteiras, tão embasado pela abrangência da rede mundial de computadores, também preocupa a psicóloga. "Estamos envolvidos num emaranhado de informações e precisamos nos adaptar ao estilo que o tempo atual exige: comunicação sem fronteiras. Quando acrescentamos à vida nova maneira de falar e escrever, mudamos a ótica de ver o mundo. As palavras continuam sendo o veículo mais eficaz de comunicação e se transformam em nova estrutura, novo discurso."

    Para ela, o essencial é mudar para uma comunicação "mais compreensiva, mais solidária, uma comunicação mais liberta dos nós que temos tentado desatar". "Estamos num tempo de reflexão, sobre o lugar que o ser humano ocupa no nosso planeta, tendo como base o modo como ele se comunica."

    Disfonia comportamental

    Tais preceitos estão dispostos no livro Disfonia comportamental: a vida na voz, escrito por Cal em parceria com a também doutora em fonoaudiologia, Edmée Brandi. Segundo Cal, a ideia do livro surgiu durante discussões sobre a análise das alterações vocais. "Acreditamos que a voz deve sempre ser analisada como um comportamento individualizado. O que transmitimos é o que sentimos, e o que sentimos pode nos fazer adoecer. Este assunto nos fez refletir e escrever algo sobre a evolução do conceito de psicossomática." De acordo com Cal, a psicossomática poderia ser interpretada como um "comportamento", em que algo que se passou na mente, se transferiu para o nosso corpo.

    A forma como agimos, as situações pelas quais passamos, além dos processos somáticos e de respiração vão influenciar na disfonia comportamental. "Conforme a percepção que a pessoa tem de certas situações, surgem tensões em várias partes de seu corpo e no laringe. Tensões que vão influir no modo de emitir a voz no ato de falar. Esse processo está sob o impacto emocional dos acontecimentos existenciais. Como a comunicação é vital para nossa sobrevivência e existência, nossa qualidade de vida depende dela. Psicossomática, respiração, emoções e voz falada. Este é o quadrinômio que sustenta as propostas do livro, que é o estudo da disfonia comportamental."

    Os textos são revisados por Mariana Benicá

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