Quarta-feira, 22 de janeiro de 2014, atualizada às 10h39

Ligação com prefixo 06565 pode se tratar de um golpe

Ligação

Nas últimas semanas, os usuários das redes sociais têm dado grande destaque a algumas ligações que estão recebendo com prefixo 065 65, sempre seguidas por 2065 e mais quatro outros dígitos. Os relatos de quem atendem as ligações são semelhantes: uma voz computadorizada propondo um pacto satânico ou dados pessoais.

O DDD 65 é pertencente à cidades do estado do Mato Grosso (MT), e isso foi até uma suspeita de que uma quadrilha brasileira estaria agindo no Centro-oeste usando os serviços de uma empresa que utiliza o prefixo 65 para realizar chamadas interurbanas. No entanto, essa tese foi descartada pela própria operadora, que afirmou, em nota, que "desconhece a prática do crime e afirma que não realiza esse tipo de ligação, além de não ter mercado direto em vários estados brasileiros que chegaram a receber tal telefonema."

Outra hipótese levantada pelos próprios internautas é de que a ligação foi originada de Singapura, já que o prefixo internacional do país asiático é 65. Em uma página na internet, que reúne pessoas que receberam ligações com esses números, o internauta Eduardo Teixeira chama atenção. "O número é internacional e é de Singapura. 065 é o código do país e não DDD de Mato Grosso. Desde quando se implementou o sistema de escolha de operadora para ligação DDD, nunca apareceu no identificador de chamadas do destinatário o número da operadora escolhida por quem está originando a ligação", foi uma das postagens mais comentadas. A posição de Eduardo é compartilhada pelo usuário Daniel Lima. "É possível que, por ser de Singapura, os telefonemas aconteçam de madrugada, já que temos pelo menos 11 horas de diferença no fuso horário", afirma.

Os avisos dos internautas começaram no início de janeiro. Em uma das imagens, mais de 13 mil usuários replicaram a informação para seus amigos. Na publicação, é dito que uma rádio avisou que quem atendesse tal ligação teria os dados clonados. Essa informação, no entanto, é esclarecida pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), que recomenda aos clientes que se sentirem lesados, procurem as operadoras para checar se o telefone foi clonado e descobrir se houve algum desconto indevido no saldo dos celulares pré e pós-pago. A Anatel ainda afirma que golpes e fraudes são de competência da Polícia Federal, e devem ser denunciados para que os casos sejam investigados.

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