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    Segunda-feira, 1 de junho de 2015, atualizada às 09h26

    Pesquisadores da UFJF criam modem de internet via rede elétrica

    Um grupo de pesquisadores da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) criaram um modem que permite transmitir dados de internet via rede elétrica. O aparelho foi premiado com o terceiro lugar no Prêmio Mineiro de Inovação, na categoria "Produto", no último dia 19 de maio. O equipamento, que recebeu apoio do Programa de Incentivo à Inovação (PII) será uma alternativa que facilitará a transmissão de dados pela internet em alta velocidade e com custo reduzido.

    O desenvolvimento da nova tecnologia foi iniciado em 2008 e teve a participação de mais de 70 pesquisadores. Com o apoio do PII, desenvolvido pelo Sebrae Minas e pela Sectes (Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior de Minas Gerais), os pesquisadores transformaram a pesquisa em uma oportunidade de negócio. Eles criaram a empresa Smarti9, que desenvolve além de novas tecnologias PLC - Power Line Communication, outras soluções focadas na área de redes elétricas inteligentes e internet das coisas.

    A tecnologia desenvolvida é pioneira no Brasil. O sistema permite que os usuários tenham acesso a internet por meio de um aparelho que fica instalado no poste, do lado de fora das casas, e de um modem, que ao ser acoplado em uma tomada, transmite o sinal decodificado para conexão. "Funciona mais ou menos como uma TV a cabo. A empresa que fornece o serviço de internet libera o sinal para rede de energia elétrica. Esse sinal passa pelos fios até a casa do usuário. Lá ele vai precisar de um aparelho, ligado a qualquer tomada da casa, que vai permitir o acesso à internet em alta velocidade", explica o pesquisador, que desenvolveu o modem, Moises Vidal Ribeiro.

    Uma das vantagens da internet via rede elétrica pode ser a velocidade. O equipamento desenvolvido permitiria uma conexão de até 450 Mbps (megabits) por segundo. "Conseguiríamos facilmente uma velocidade de 20 Mbps por segundo, que já seria melhor que a velocidade convencional que varia entre 5 a 10 Mbps por segundo, e dependendo da região pode ser ainda menor", conta.

    Outra vantagem exposta pelo pesquisador é a ausência de limitações da tecnologia. Como a internet funciona via rede elétrica, o custo de instalação é reduzido, por utilizar os próprios cabos de energia já instalados. "Em áreas com muito material metálico as redes sem fio funcionam com limitação, já que o metal em grandes quantidades impede a propagação do sinal. Também deve ser avaliado que cabos de fibra ótica utilizados na rede comunicação são caríssimos", afirma o pesquisador.

    De acordo com Moises, outra vantagem é que o consumo de energia do modem seria menor que uma televisão ligada. "O consumo de energia neste sistema é o menor possível e sem impacto relevante na conta de luz", diz.

    O protótipo do modem já está pronto, porém os pesquisadores ainda buscam investidores para colocar o produto no mercado. Outro entrave é que apesar da internet via rede elétrica ser regulamentada pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), ainda não existem prestadoras deste serviço no Brasil.

    Com informações do Sebrae-MG.

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