Segunda-feira, 15 de outubro de 2007, atualizada às 11h45

Atlas do circuito turístico do Caminho Novo fica pronto em dezembro


Renata Solano
*Colaboração

Em Minas Gerais, cidades por onde passam pela Estrada Real são focos de história, arte, beleza natural, e, portanto, de turismo. Assim, estão sendo levantados pontos com atrativos para visitação e, dessa forma, homologação do trecho Caminho Novo.

Além de Juiz de Fora, mais seis cidades compõem esse cenário turístico, entre elas está Santos Dumont, Antônio Carlos, Ewbank da Câmara, Matias Barbosa, Simão Pereira e Santana do Deserto.

O atlas sobre o Circuito Caminho Novo deve ser entregue à população até meados de dezembro de 2007. Nele, haverá mapeamento do trecho que, foi a "nova rota, mais curta e segura" exigida pelo rei de Portugal na época da colonização brasileira para o trânsito do Caminho Velho para o sertão das Minas.

Além disso, segundo a chefe do Departamento de Turismo de Juiz de Fora, Danielle Feyo, "o atlas conta, ainda, com informações sobre os tipos de acesso a essas cidades, telefonia, hospedagem, alimentação e outros serviços para o incentivo ao turismo nessa região".

Ao longo do Caminho Novo - Estrada Real, foram surgindo várias povoações que deram origem às atuais:

  • Simão Pereira
  • Matias Barbosa
  • Santo Antônio do Paraibuna, atual Juiz de Fora
  • João Gomes, atual Santos Dumont
  • Aracitaba
  • Bom Jardim de Minas
  • Sítio, atual Antônio Carlos
  • Santa Bárbara do Tugúrio
  • Borda do Campo, atual Barbacena
  • Paiva
  • Piau
  • Santana do Deserto
  • Tabuleiro

Curiosidades

Essa região, por não produzir ouro, foi protegida e conservada com acesso proibido até o final do século XVIII por ordens da Coroa. O intuito era impedir os "descaminhos".

A consolidação desse caminho resultou em uma significativa transformação econômica e política no Brasil - Colônia. O Rio de Janeiro passou a centralizar a rota de povoamento, abastecimento e circulação mercantil da região mineradora, transformando-se em centro distribuidor de pessoas e bens para as minas de ouro e minério.

*Renata Solano é estudante de Comunicação Social da UFJF

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